Desporto

Platini fora da corrida à presidência da FIFA

2015-10-27 04:56:06 (UTC+00:00)

O último dia, ontem, para a confirmação das candidaturas para a presidência da FIFA, cujas eleições estão agendadas para 26 de Fevereiro, foi marcada por uma surpresa: a substituição de Michel Platini por Gianni Infantino como representante da UEFA.

Diante das dúvidas a respeito de Michel Platini por causa da suspensão de 90 dias imposta pelo Comité de Ética da FIFA, a UEFA resolveu agir para não correr risco de ficar sem candidato nas eleições.

Sendo assim, caberá ao suíço Gianni Infantino, secretário-geral da entidade desde 2009, representar a Europa no pleito. De acordo com jornais do velho continente, a decisão foi tomada no domingo e será confirmada em videoconferência com a presença das 54 associações filiadas ao órgão.

Infantino surgiu como opção após o Ángel Villar, presidente em exercício da UEFA e responsável pela Federação Espanhola, recusar a possibilidade. Michael Van Praag, da Holanda, o alemão Wolfgang Niersbach e o inglês David Gill chegaram a ser cogitados, mas perderam espaço para o secretário-geral, que teria enviado o recado para todos os associados: "Me apresento para presidência da FIFA e conto com o apoio de vocês".

A decisão surpreendente de substituir Michel Platini aumentou também as possibilidades de eleições presidenciais serem convocadas na UEFA. Com o francês suspenso e sem previsão de retorno, o tema começa a ganhar força nos bastidores.

A corrida para presidência da FIFA ganhou mais um candidato de última hora: o xeque Salman Bin Ebrahim Al Khalifa. Presidente da Confederação Asiática de Futebol, o dirigente, que é do Barein, oficializou o seu desejo de participar do pleito no domingo, de acordo com agências de notícias do seu país. A entidade máxima do futebol encerrou ontem o prazo para inscrição de chapas com comprovação do apoio de pelo menos cinco associações nacionais.

O xeque Salman já enviou toda documentação para FIFA e conta com o incentivo do também xeque Ahmad Al-Fahad Al-Sabah, do Kuwait. Figura importante no cenário desportivo mundial, especialmente no movimento olímpico, ele teria sido responsável por conquistar o aval das associações asiáticas para o parceiro. A nova candidatura demonstra enfraquecimento de Michel Platini fora das fronteiras europeias.

Salman Bin Ebrahim Al Khalifa apoiava o francês no pleito, mas optou pela sua própria candidatura após sua suspensão por 90 dias de actividades ligadas ao futebol por causa de investigações da Justiça suíça. Platini é acusado de receber dois milhões de francos suíços de Joseph Blatter em 2011 por trabalho de consultoria.

Outra possível novidade nas eleições da FIFA é a presença do sul-africano Tokyo Sexwale. No último sábado, ele revelou o desejo de se candidatar para o pleito e garantiu o apoio de sua associação nacional.

Entre tantas possibilidades, uma decisão já foi tomada e comunicada ontem segunda-feira: Chung Mong-Joon não participará das eleições. Banido por seis anos pelo Comité de Ética da FIFA por comportamento inadequado durante o processo de escolha das sedes dos Mundiais de 2018 e 2022, o sul-coreano retirou a sua candidatura oficialmente através de comunicado: “Por causa das sanções injustas do Comité de Ética, não posso apresentar a minha candidatura em 26 de Outubro. Eu oficialmente desisto”, informou. [FM]