Internacional

Casa Branca alimentou diversas mentiras sobre a morte de Bin Laden

2015-05-11 14:05:58 (UTC+01:00)

Seymour Hersh, vencedor do prémio Pulitzer, defende, num artigo, que a Casa Branca alimentou diversas mentiras sobre o modo como os Estados Unidos mataram Osama Bin Laden, em Maio de 2011.

De acordo com o La Vanguardia, o referido artigo, publicado no London Review of Books, pretende ser "uma história alternativa à guerra contra o terror" e levanta questões às teorias oferecidas pelo governo de Obama.

Bin Laden terá morrido, segundo o relato oficial, na sequência de um tiroteio com soldados norte-americanos e sem as autoridades paquistanesas terem conhecimento sobre o ataque. No entanto, Hersh diz que as autoridades contaram com a ajuda de funcionários paquistaneses e que Bin Laden não estava escondido na altura, mas tinha sido feito prisioneiro pelos Serviços de Inteligência Paquistanesa que informaram os norte-americanos da sua localização em troca de 25 milhões de dólares.

Ao contrário do que refere o governo dos Estados Unidos, que Bin Laden estava escondido no Paquistão, Saymour Hersh afirma que o árabe estava cativo dos paquistaneses desde 2006 e era usado contra os talibãs e contras atividades da Al-Qaeda no Paquistão e no Afeganistão.

O vencedor do prémio Pulitzer não fica por aqui e nega ainda que Bin Laden tenha sido sepultado no mar. "Os seus restos, incluindo a sua cabeça que tinha balas alojadas, foram colocados dentro de uma bolsa para cadáveres. No voo de helicóptero de regresso, algumas partes foram lançadas na zona das montanhas de Hindu Kush", escreveu no artigo, adiantando que as informações foram-lhe confirmadas por fontes do Comando de Operações Especiais norte-americanas. [FM]