Internacional

Cinco mortos em localidade do centro do Mali por alegados 'jjihadistas'

2020-10-12 09:26:50 (UTC+01:00)

Pelo menos cinco habitantes de uma aldeia do centro do Mali foram mortos por presumíveis 'jihadistas' que cercam a localidade, informou ontem a agência noticiosa AFP, citando testemunhas e responsáveis locais.

Estas ações violentas seguiram-se ao rapto de 20 pessoas na terça-feira durante a feira semanal em Farabougou, no setor de Niono (centro), com nove ainda retidas.

Após esta ação, os sequestradores, alegadamente 'jihadistas', cercaram a localidade de Farabougou, segundo os responsáveis locais.

"A cidade está cortada do país por terroristas que bloquearam todas as vias de acesso", declarou o chefe da aldeia, Boukary Coulibaly. Os habitantes que tentavam entrar caíram numa emboscada que provocou cinco mortos e 15 feridos, segundo referiu.

Os assaltantes "mataram seis pessoas na sexta-feira", disse, por seu turno à AFP um eleito da localidade sob anonimato, por motivos de segurança.

Um habitante contactado por telefone confirmou que "seis civis foram mortos pelos 'jihadistas'" e outras pessoas "estão desaparecidas".

De acordo com um representante de uma localidade situada a 15 quilómetros, "os aldeões não podem comer, não podem entrar ou sair da aldeia devido à presença dos 'jihadistas', que controlam tudo".

No momento da emboscada, um outro grupo transportado em carrinhas e motos "levou todo o gado de Farabougou, mais de 3.000 cabeças de bovinos e pequenos ruminantes", garantiu outro habitante.

O centro do Mali é palco de violência desde o surgimento em 2015 nesta região de um grupo 'jihadista' liderado pelo predicador fula Amadu Koufa, que promoveu um vasto recrutamento entre a sua comunidade.

Os confrontos têm-se multiplicado entre os fulas, maioritariamente criadores de gado, e as etnias bambara e dogon, que praticam essencialmente a agricultura e que formaram "grupos de autodefesa", com o apoio dos caçadores dogo.