Internacional

Decisão do tribunal saiu depois de al-Bashir deixar a África do Sul

2015-06-16 04:55:35 (UTC+01:00)

Omar al-Bashir deve ser detido, em resposta ao pedido formal do TPI. Esta foi a decisão emanada ontem pelo Supremo Tribunal de Pretória.

Mas quando a deliberação saiu, o presidente sudanês já havia deixado a África do Sul, apesar da ordem judicial da véspera que o impedia de abandonar o país.

O presidente al-Bashir chegou sábado a Joanesburgo para participar da Cimeira da União Africana (UA).

No domingo, a Justiça sul-africana determinara que o chefe do Estado sudanês não deveria deixar o país, enquanto analisava os mandados de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI).

Omar al-Bashir é alvo de dois mandados de captura emitidos pelo TPI por alegados crimes de genocídio, crimes de guerra e de crimes contra a humanidade, todos relacionados com o Darfur, região ocidental do Sudão, palco de conflitos armados desde 2003.

Elementos próximos de Omar al-Bashir não manifestaram “qualquer sinal de preocupação” perante aquela primeira decisão do tribunal sul-africano.

“Esta acção judicial é um assunto do Governo sul-africano. Estamos aqui como convidados do Governo sul-africano. Garantias foram dadas pelo Governo”, declarara, domingo, o ministro dos Negócios Estrangeiros sudanês, Ibrahim Ghandour.

Esperava-se que o tribunal que analisava o caso emitisse ainda domingo a sua decisão definitiva, mas apenas ontem saiu o acórdão e este determina a detenção de al-Bashir.

Segundo a SABC, o Tribunal Supremo de Pretória “decidiu que Omar al-Bashir deve ser detido”.

No entanto, quando saiu esta ordem, o chefe do Estado sudanês já havia deixado a África do Sul.

Omar al-Bashir desembarcou ao princípio da noite de ontem em Cartum, onde foi saudado por diversos oficiais sudaneses. [FM]