Internacional

Grécia à beira do abismo

2015-06-29 07:31:53 (UTC+01:00)

Bancos ficam fechados toda a semana. Levantamentos limitados a 60 euros/dia. Tsipras atira culpas para o BCE

MAPUTO - Os gregos não dormem e fazem filas nas ATMs e tentam levantar os poucos euros que lhes restam. A maioria das ATMs está sem dinheiro, sendo que das poucas que tem dinheiro estão no Aeroporto de Atenas. Já há corridas a estações de serviço e supermercados. Bancos segundo declarou Tsirpas o PM grego ficam encerrados pelo menos até dia 7 e a bolsa grega nem abre hoje.

A corrida as ATMs sucedeu após o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, ter anunciado na tarde de domingo que os bancos não reabrirão até ao referendo sobe se o povo grego aceita as imposições dos credores e que irá impor ao banco central medidas de controlo de saída de capitais.

Também várias estações de serviço, supermercados e lojas de conveniência viram as filas aumentar, com muitos automobilistas a quererem abastecer os depósitos por recearem o que possa acontecer nos próximos dias, segundo descreve a Reuters.

Ao falar na televisão estatal grega, o chefe de governo culpabilizou o Banco Central Europeu (BCE) pela imposição destas medidas, e garantiu que os depósitos bancários estão seguros. No entanto o cenário não será tão optimista como Tsirpas indica e a Grécia pode estar a beira do colapso financeiro sendo que tal situação poderá levar a um comportamento similar de outros países Europeus da zona Euro que se encontram em idêntica posição e ao próprio colapso da moeda Europeia. O dólar é claro segue forte e o Metical esse segue cada vez mais "fraco" a 41 Meticais por Dólar no mercado paralelo.

A Tsirpas resta a aliança com a Rússia de que OBAMA morre de medo (por isso esta a favor do "acolhimento" da Grécia por parte da Alemanha) uma vez que desta forma e até do ponto de vista militar Putin terá "um pé" dentro da Europa ocidental que é um passo crítico para o posicionamento estratégico da Rússia no novo mapa militar que se começa a instalar no mundo e na antecipação a uma nova "guerra fria" com os EUA.[MCM/BM]