Internacional

Kremlin rejeita críticas de Obama sobre a estratégia russa na Síria

2015-09-15 05:18:24 (UTC+01:00)

O Kremlin defendeu no sábado que “não há alternativa” ao regime sírio para combater o grupo extremista Estado Islâmico (EI), rejeitando as críticas do Presidente norte-americano, Barack Obama, sobre a estratégia russa na Síria.

Obama afirmou na sexta-feira, que a estratégia da Rússia na Síria que consiste em apoiar o regime do Presidente Bashar al-Assad, está “votada ao fracasso”.

As críticas norte-americanas “não têm nada de novo”, respondeu-lhe no sábado o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, acrescentando que a Rússia “já as tinha ouvido”.

“Infelizmente, até agora ninguém consegue, de forma compreensível, explicar qual seria a alternativa ao Governo sírio legítimo para garantir a segurança no país, lutar contra o avanço do EI e assegurar a unidade do país”, observou Peskov, citado pelas agências de imprensa russas.

Aliada poderosa de Assad, a Rússia sempre se opôs à sua saída do poder, apelando à coligação internacional liderada pelos Estados Unidos para cooperar com o Exército sírio regular para melhor coordenarem os seus ataques contra aquele grupo “jihadista”.

“É talvez o mais importante dos postulados, o ponto de partida essencial, aquele de onde deriva a posição de Moscovo: consideramos que impor uma decisão qualquer ao povo sírio é inaceitável e perigoso”, sustentou o porta-voz do Kremlin.

O Presidente russo, Vladimir Putin, insistiu várias vezes na necessidade de respeitar a soberania do regime de Damasco.

Desde há alguns dias, as tensões quanto à questão síria estão ao rubro entre a Rússia e os EUA, com Washington a acusar Moscovo de estar a enviar equipamento militar e soldados russos para a Síria, e Moscovo a desmentir qualquer reforço da sua presença militar neste país.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, admitiu contudo, semana passada, pela primeira vez, que aviões russos com destino à Síria transportavam não só ajuda humanitária como também “equipamentos militares em cumprimento dos contratos existentes” assinados com o poder sírio. [FM]