Internacional

Mais de 300 mil civis estão sem assistência básica no Sudão do Sul

2015-05-12 08:20:39 (UTC+01:00)

Mais de 300 mil civis estão sem assistência básica, no Estado de Unité, norte do Sudão do Sul, informou a ONU, que anunciou ontem, a suspensão das operações na região em consequência dos combates.

“As hostilidades no Estado de Unité obrigaram todas as organizações não-governamentais e as agências das Nações Unidas a retirar os seus funcionários”, disse o coordenador da ONU para o Sudão do Sul, Toby Lanzer.

“Em consequência, mais de 300 mil civis que têm necessidade de ajuda de urgência, nomeadamente alimentos e serviços médicos, encontram-se sem assistência básica”, adiantou o responsável da ONU, citado pela Agência France Presse (AFP).

As forças governamentais estão a conduzir uma ofensiva a partir da capital regional, Bentiu, em direcção a sul, onde se encontram os bastiões da oposição, à volta de Leer, zona dos principais campos petrolíferos.

Na sexta-feira, as Nações Unidas indicaram que cerca de 100 mil pessoas tinham fugido da região de Leer devido aos combates na primeira semana de Maio corrente.

A organização dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou no último sábado, a sua retirada da região de Leer, devido a um “ataque iminente” das forças governamentais sul-sudanesas.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha, por seu turno, alertou no mesmo dia para o perigo para a população dos combates entre as forças governamentais e as do líder rebelde Riek Machar, originário de Leer.

As lutas no norte do Estado de Unité estão entre as mais violentas desde o início do conflito, que já causou dezenas de milhares de mortos e dois milhões de deslocados, segundo a ONU.

O conflito sul-sudanês começou, em Dezembro de 2013, dois anos após o país conquistar a sua independência. Os combates tiveram início quando o Presidente Salva Kiir acusou Riek Machar, seu então vice-Presidente, de conspiração.[FM]