Internacional

Militares anunciam acordo no Sudão para transição política

2019-05-15 12:18:42 (UTC+01:00)

A junta militar que governa o Sudão anunciou hoje que acordou com a plataforma de oposição Aliança para a Liberdade e Mudança um período de três anos para a transição política naquele país africano.

Um membro do Conselho Militar de Transição, Yasser Atta, disse numa conferência de imprensa que "todos concordaram com um período de transição de três anos" e que "em menos de 24 horas o Exército e o povo celebrarão o acordo final".

"Esperamos que corresponda às aspirações do povo sudanês", acrescentou.
Um militar e quatro manifestantes morreram segunda-feira em Cartum.

Nesse mesmo dia, o procurador-geral anunciou que o ex-Presidente Omar al-Bashir destituído em 11 de abril e atualmente detido em Cartum, foi indiciado pela "morte de manifestantes" durante os protestos contra o seu regime.

De acordo com as organizações responsáveis pelos protestos, as autoridades sudanesas terão matado cerca de 100 manifestantes durante os quatro meses de contestação que levaram ao seu afastamento.

O ex-chefe de Estado do Sudão Omar al-Bashir liderava o país desde 1989, quando chegou ao poder através de um golpe de Estado.

Al-Bashir é alvo de dois mandados de detenção emitidos pelo Tribunal Penal Internacional por genocídio, crimes de guerra e contra a humanidade, cometidos durante o conflito em Darfur (oeste do Sudão).

De acordo com as Nações Unidas, o conflito causou mais de 300.000 mortos desde 2003 e obrigou cerca de 2,5 milhões de pessoas a abandonarem as suas casas.