Internacional

Obama apela aos líderes sul-sudanês achegarem a um acordo de paz

2015-07-28 07:59:42 (UTC+01:00)

O Presidente dos Estados Unidos apelou ontem os líderes do conflito sul-sudanês, o presidente Salva Kiir e o chefe rebelde Riek Machar, a chegarem a um acordo de paz "nas próximas semanas".

De visita à Addis-Abeba, Etiópia, Barack Obama lamentou que a situação humanitária no Sudão do Sul "esteja se agravando" e apelou à rápida assinatura de acordos de paz.

No Sudão do Sul, "a situação continua a deteriorar-se, a situação humanitária agrava-se”, disse o presidente norte-americano numa conferência de Imprensa conjunta com o primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn, em Addis-Abeba, depois de uma reunião bilateral.

Obama apelou a assinatura "dentro de semanas" de um "acordo de paz" entre os beligerantes.

Um apelo que faz eco ao que o IGAD lançou no sábado. A Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento na África Oriental (IGAD), responsável da mediação entre Kiir e Machar, divulgou um projecto de acordo para restaurar a paz no jovem país.

Os mediadores internacionais pediram que o acordo de paz seja assinado entes de 17 de Agosto próximo. Os negociadores de ambos os lados são esperados na sexta-feira, 31 Julho corrente, em Addis-Abeba para tomar o conhecimento do texto, antes da retomada das conversações agendadas 05 de Agosto.

Para o presidente norte-americano, depois de ano e meio de conflito, guerra civil não pode continuar. Ele brandiu a ameaça de novas sanções, em caso de fracasso desta proposta da IGAD.

O assunto foi o foco de uma reunião na noite de ontem entre Obama e os seus homólogos do Uganda, Yoweri Museveni, e do Quénia, Uhuru Kenyatta, e também o primeiro-ministro etíope. Também participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores do Sudão, Ibrahim Ghandour, a presidente da comissão da União Africana, a sul-africana Nkosazana Dlamini- Zuma, bem como Donald Booth, o enviado especial norte-americano para o Sudão e o Sudão do Sul. Nenhum líder sul sudanês foi convidado.

Os EUA, que apoiaram o referendo para a independência do Sudão do Sul, em 2011, têm, de certa forma, uma "obrigação" de agir. Esta é a análise feita por Ben Rhodes, assessor de Obama em segurança. "Temos uma enorme relação com o Sudão do Sul (…) ", lembrou ele.

Rhodes disse que Washington vai "trabalhar com outros países na região para encontrar uma maneira de sair deste impasse." [FM]