Internacional

ONU exige cessar-fogo imediato no Sudão do Sul

2015-08-29 11:09:16 (UTC+01:00)

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) exigiu hoje um "cessar-fogo imediato e permanente" no Sudão do Sul, ameaçando aplicar sanções contra as partes que violarem o acordo de paz assinado na quarta-feira em Juba.

MAPUTO - Os 15 países que atualmente integram o Conselho de Segurança adotaram uma declaração unânime a saudar a assinatura do acordo de paz por parte do presidente sudanês, Salva Kiir, uma semana depois de o seu rival Riek Machar o ter feito, e desafiaram as duas partes a "aplicá-lo plenamente", avançou a agência de notícias francesa (AFP).

Ao mesmo tempo, expressaram a sua "preocupação com qualquer declaração, de qualquer uma das partes, que assinale uma falta de vontade de aplicar o acordo", numa alusão às reservas colocadas por Salva Kiir no documento assinado.

O Conselho de Segurança realçou que está preparado para impor sanções a quem não cumprir o acordo de paz, as quais podem passar por um "embargo de armas" ou por "sanções específicas", tais como o congelamento de ativos detidos pelo regime do Sudão do Sul no exterior ou interdições de viagens de e para o país.

O Sudão do Sul, o mais jovem Estado do mundo, proclamou a sua independência em julho de 2011 após décadas de conflito contra Cartum (capital do Sudão). Voltou à guerra, desta feita internamente, em dezembro de 2013, com combates no seio do exército sul-sudanês, minado por conflitos político-étnicos alimentados pela rivalidade entre Kiir e Machar à frente do regime.

O conflito, marcado por massacres e atrocidades, causou dezenas de milhares de mortos e 2,2 milhões de deslocados. As demoradas negociações em Adis Abeba tinham resultado até agora em vários cessar-fogos sempre desrespeitados.[OD]