Internacional

Presidente da Comissão da União Africana diz que teste deu negativo

2020-03-29 07:48:38 (UTC+01:00)

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, anunciou hoje que não está infetado com o novo coronavírus, acrescentando que vai ficar 14 dias em isolamento para avaliar os sintomas e prevenir um eventual contágio.

"O meu teste deu negativo; vou continuar isolado nos próximos 14 dias, como recomendado", escreveu Faki Mahamat no Twitter, acrescentando que o colega infetado com a covid-19 "está numa condição estável" e que está "a rezar pela sua recuperação total".

Na sexta-feira, uma fonte da União Africana (UA) tinha divulgado que "a pessoa (infectada) trabalha no escritório do presidente (da Comissão)" e que "o presidente e os seus principais assessores fazem parte dos contactos que observam uma quarenta".

Hoje, o líder da UA acrescentou no Twitter: "Obrigado a todos pelas vossas orações, temos de continuar mobilizados já que a luta de África só agora está a começar".

A transparência de Moussa Faki Mahamat foi aplaudida pela Organização Mundial de Saúde, que elogiou o presidente não só pela divulgação do resultado, mas também pelo isolamento a que se sujeitou.

Na quinta-feira, Mahamat tinha presidido a uma reunião da UA, anunciando o "contributo imediato" de 12,5 milhões de dólares para a criação de um Fundo Africano anti-covid19, que será usado para ajudar os países africanos a preparem-se para a propagação da pandemia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 600 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram quase 28.000. Dos casos de infeção, pelo menos 129.100 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 329 mil infetados e mais de 19 mil mortos, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 9.134 mortos em 86.498 casos registados até quinta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 5.690, entre 72.248 casos de infeção confirmados até hoje, enquanto os Estados Unidos são desde quinta-feira o que tem maior número de infetados (mais de 104 mil).

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.394 casos (mais de 74 mil recuperados) e regista 3.295 mortes. A China anunciou ontem 54 novos casos, todos oriundos do exterior, e mais três mortes, numa altura em que o país suspendeu temporariamente a entrada no país de cidadãos estrangeiros, incluindo residentes.

Os países mais afetados a seguir a Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.517 mortes reportadas (35.408 casos), a França, com 1.995 mortes (32.964 casos) e os Estados Unidos com 1.711 mortes.

O número de mortes causadas pela covid-19 em África subiu para 117 com os casos acumulados a ultrapassarem os 3.900 em 46 países, segundo a mais recente atualização das estatísticas sobre a pandemia.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.