Internacional

Presidente da RDC diz que não vai tolerar conflitos étnicos

2019-02-06 07:55:38 (UTC+00:00)

O novo Presidente da República Democrática do Congo (RDC) afirmou, em Luanda, que não tolerará mais conflitos étnicos nem discriminação tribal, assumindo que a reconciliação nacional é uma prioridade nacional.

Félix Tshisekedi, que esteve ontem cerca de quatro horas em Luanda para um encontro com o homólogo angolano, João Lourenço, naquela que foi a sua primeira visita ao estrangeiro, disse ter já pedido ao seu antecessor, Joseph Kabila, para o "ajudar" e "aconselhar" na pacificação e estabilização do país.

"O meu governo não tolerará conflitos étnicos. Quero uma RDCongo unida. São todos congoleses. Não quero discriminação tribal", disse o chefe de Estado congolês, empossado a 24 de janeiro passado, depois de vencer as eleições presidenciais de 30 de Dezembro.

Sobre a violência que continuam a registar-se no leste do país, Tshisekedi disse estar a acompanhar de perto a situação e garantiu que irá falar com os Presidentes dos países vizinhos -- sobretudo os do Uganda, Ruanda, Burundi e Tanzânia - para que se encontre uma solução para os sucessivos conflitos étnicos, religiosos e tribais.

Pelo menos 890 pessoas morreram entre 16 e 18 de Dezembro em quatro localidades no oeste da República Democrática do Congo devido à violência entre etnias rivais, divulgou a 16 de janeiro o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

O Governo da RDCongo reconheceu, na altura, meia centena de mortos após os confrontos em quatro comunidades de Yumbi, entre as etnias Batende e Banunu, na província de Mai-Ndombe.

Em relação à formação de um novo Governo, Tshisekedi criticou as propostas "pouco claras" de Martin Fayule, segundo candidato mais votado, para formar uma coligação de Governo, tendo admitido "discussões, mas não acordos" com Emmanuel Ramazani Shadary, candidato governamental e apoiado pelo antigo Presidente.