Internacional

Relatório diz que pilotos indonésios foram radicalizados pelo Estado Islâmico

2015-07-11 09:52:16 (UTC+01:00)

Documentos da polícia federal australiana publicados pelo site ‘The Intercept’ mostram que pelo menos dois pilotos indonésios foram radicalizados pelo Estado Islâmico. Com material vasculhado nas redes sociais, o país verificou que eles poderiam cometer

MAPUTO - As contas de Facebook dos pilotos mostram várias postagens diárias a favor do EI e com publicações e relações de amizade com jihadistas declarados. Um deles tinha um segundo perfil, no qual dizia estar em Raqqa, capital do autoproclamado califado do grupo.

“Ridwan Agustin e Tommy Abu Alfatih parecem ter sido influenciados por elementos pró-Estado Islâmico, incluindo propaganda extremista online por meios indonésios e por um lutador indonésio que está em Síria ou Iraque”, diz um trecho do relatório de março.

Agustin era piloto da AirAsia e Alfatih era da Premair, mas ambos já teriam deixado as companhias, de acordo com o chefe de polícia de Cingapura, que investigou o caso junto aos australianos e indonésios.

Estima-se que pelo menos 500 indonésios tenham ido lutar ao lado do EI em Síria e Iraque. O país é a maior nação muçulmana não árabe, mas o número de jihadistas nascidos por lá ainda é muito menos que o de França e Inglaterra, por exemplo, que já perderam milhares de cidadãos para a ida ao califado.[OD]