Internacional

Tribunal dos EUA condena familiares de Maduro

2020-04-09 08:58:50 (UTC+01:00)

Um tribunal de apelação de Nova Iorque ratificou a condenação a 18 anos de prisão de dois familiares do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por conspiração para enviar droga para os Estados Unidos.

"Fica ordenado, julgado e decretado que as sentenças do tribunal distrital ficam confirmadas", lê-se no documento do tribunal.

Efraín António Campo Flores e Franqui Francisco Flores de Freitas, sobrinhos de Cília Flores, mulher do Presidente da Venezuela, foram considerados culpados, em 15 de dezembro de 2017, por um tribunal para o distrito sul de Nova Iorque, de tentarem fazer entrar 800 quilogramas de cocaína nos Estados Unidos.

Segundo a agência noticiosa Efe, os sobrinhos da primeira-dama venezuelana apresentaram um recurso num tribunal de apelação, que confirmou a sentença.

Os dois familiares de Maduro foram presos no Haiti, em 10 de novembro de 2015, por agentes da DEA (o órgão norte-americano de combate à droga), e extraditados para os EUA, onde estão numa prisão da Florida.

Os advogados pediram ao juiz que Efraín António Campo Flores, de 34 anos, e Franqui Francisco Flores de Freitas, de 33 anos, cumprissem a pena numa prisão da Florida por o destino ficar mais próximo e ser mais barato para os familiares, pedido que foi tido em conta pelo tribunal.

A ratificação da sentença condenatória ocorre depois de em 26 de março último o Governo dos Estados Unidos de América acusar o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de narcotráfico e oferecer uma recompensa de 15 milhões de dólares (13,78 milhões de euros), por informações que levem à sua detenção.

Outros 14 funcionários do Governo venezuelano são acusados de conspirar para introduzir drogas em território norte-americano, entre eles o presidente da Assembleia Constituinte (composta unicamente por simpatizantes do regime), Diosdado Cabello, e o general reformado Clíver Alcalá Cordones, que um dia depois se entregou às autoridades norte-americanas que o foram buscar à Colômbia, onde estava exilado.

Em 30 de março, durante uma audiência transmitida pela internet, Clíver Alcalá Cordones declarou-se inocente das acusações perante um juiz federal de Nova Iorque.