Internacional

Vários países interditam Boeing 737 Max 8 e 9

2019-03-13 15:11:39 (UTC+00:00)

A Agência Europeia de Segurança Aeronáutica (EASA) acaba de anunciar a proibição dos voos do Boeing 737 Max 8 e Max 9 em todo o espaço europeu dos países membros daquela agência.

Doze países europeus, incluindo nove de outros continentes, tinham proibido voos com o Boeing 737 Max 8 até que se esclareçam as circunstâncias que levaram à queda do avião que se despenhou no domingo, na Etiópia, matando as 157 pessoas que seguiam a bordo.

A decisão surge depois de alguns países europeus, como a Alemanha, a França e o Reino Unido, terem decidido unilateralmente contrariar o regulador da aviação nos EUA (a FAA) e antecipar-se à própria EASA.

Esta medida da EASA entrou em vigor às 19.00 horas desta terça-feira e, segundo o comunicado da agência, abrange “todos os voos comerciais de operadores não-europeus que voem para a Europa, dentro da Europa ou saem da Europa rumo a outros destinos extra-europeus”.

A mesma entidade espacial europeia refere que continua a acompanhar todas as informações relativas ao acidente de domingo, cuja investigação está entregue às autoridades etíopes, com apoio da agência norte-americana que investiga acidentes aéreos (NTSB).

“A investigação está a decorrer e é demasiado cedo para tirar conclusões sobre a causa do acidente” de domingo, acrescenta o comunicado. Mas, pelo sim ou pelo não, na Europa ninguém voa em modelos iguais aos que caíram em África e, cinco meses antes, na Indonésia.

Quarenta e oito horas depois do acidente mortal na Etiópia, a EASA alarga a proibição à versão Max 9 do 737, mostrando que se perdeu a confiança na última coqueluche da Boeing.

Além da Europa, que aplicou a medida mais severa aos aviões da Boeing, China, Austrália, Malásia, Singapura, Omã, Coreia do Sul, Mongólia e Indonésia também suspenderam os voos do 737 Max 8, tal como 27 companhias de aviação que, de forma unilateral, seguiram o mesmo caminho.