Internacional

Violência continua a desestabilizar o Lesotho

2015-07-23 08:59:22 (UTC+01:00)

A violência de motivação política e intimidação continua a desestabilizar o Lesotho.

A ameaça de banimento das redes sociais, um arcebispo católico na lista de pessoas a “abater”, e o corpo de um soldado recuperado das águas de uma barragem, são os últimos incidentes de uma série registados naquele país, segundo a AIM.

O corpo do soldado, de 43 anos, foi recuperado no fim-de-semana das águas de uma barragem em Lithabaneng.

Fontes militares disseram que o homem, conhecido simplesmente por Phakoe, foi detido recentemente durante uma operação militar para perseguir os suspeitos de “conspirar para realizar um golpe de Estado” no Lesotho.

Esta é a mesma acusação feita contra o antigo chefe das Forças de Defesa do Lesotho, Maaparankoe Mahao, que foi morto a tiro no mês passado por militares.

O Primeiro-Ministro do Lesotho, Pakalitha Mosisili, ameaçou semana passada ordenar o encerramento de vários sites, principalmente o Facebook, que ele diz estarem a ameaçar a segurança do país “propagandeando mentiras e distorcendo a verdade”.

Isto segue-se à informação de um arcebispo católico, Tlali Gerald Lerotholi, que diz ter sido colocado numa lista de pessoas a “abater”.

Mediadores da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) foram obrigados a intervir naquele país, mês passado, para evitar a eliminação física dos apoiantes do antigo primeiro-Ministro, Thomas Thabane.

O juiz tswana, Mpaphi Phumaphe, foi indicado para chefiar a comissão de inquérito que vai investigar as circunstâncias da morte do antigo chefe das Forças de Defesa do Lesotho.

O analista político, Kopano Mokoa, disse que o inquérito poderá ser um teste à credibilidade da SADC e à sua capacidade de encontrar uma solução duradoura para o Lesotho. [FM]