Nacional

Agentes da “Dragões Segurança” entram em greve após intervenção da equipa da IGT

2015-09-11 09:55:06 (UTC+01:00)

A tensão laboral vivida nos últimos dias na empresa de segurança privada Dragões Segurança, culminou com uma greve de um dia cidade portuária de Nacala, Província de Nampula.

MAPUTO - Segundo um comunicado do Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social, o facto deu-se no passado dia 08 de Setembro, e neste momento a situação encontra-se controlada, em resultado das acções de mediação que estavam a ser levadas a cabo pelas autoridades laborais, através do Centro provincial de Mediação e Arbitragem Laboral (CEMAL), bem como da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT).


Um grupo de 270 trabalhadores da empresa Dragões Segurança daquele ponto do norte do país decidiram paralisar as suas actividades, em reivindicação de falta de pagamento e de atraso de salários, por parte da respectiva entidade patronal, após várias tentativas de reaver os seus direitos por via pacífica. As autoridades laborais consideraram que as reivindicações eram legítimas, tendo em conta os motivos evocados e a disponibilidade dos promotores, no concernente à resolução pacífica do problema.


Assim, as negociações culminaram com o pagamento dos salários retroactivos do ano de 2013, que igualmente estavam em reivindicação pela massa laboral da empresa em Nacala-Porto, para além de ter havido uma promessa segundo a qual na próxima Segunda-Feira, 14 de Setembro de 2015, a empresa poderá liquidar a dívida referente aos salários retroactivos dos anos de 2014 e 2015, incluindo do mês de Agosto último, para este último caso referente a 270 trabalhadores.


Perante estes resultados, a greve foi levantada e os trabalhadores já regressaram aos seus postos de trabalho, sobretudo após compromisso assumido pelo patronato perante a massa laboral e as autoridades laborais da Província de Nampula. A Dragões Segurança tem, no total, 279 trabalhadores em Nacala-Porto.


A IGT em Nampula, de salientar, multou recentemente a Dragões Segurança em Nacala-Porto por infracções à Lei do Trabalho, incluindo por estar a pagar os salários mínimos aprovados oficialmente pelo Governo, relativos ao presente ano de 2015.


Despedimentos, rescisão unilateral de contratos de trabalho sem justa causa, falta de pagamento de indemnizações, falta de pagamento de salário, falta de concessão de férias, bem como os descontos arbitrários, têm estado na origem dos conflitos laborais, muitos dos quais a precisaram da intervenção do CEMAL, não apenas em Nacala, como também noutros pontos daquela Província do norte e do país em geral, para onde os respectivos trabalhadores e entidades empregadoras ou patronais recorrem em busca de resolução dos litígios que os dividem.[OD]