Nacional

Agricultores de Manica substituem produção de canábis por alimentos

2015-08-03 14:35:28 (UTC+01:00)

De forma responder os apelos do Governo de Manica, os agricultores de Guro, trocaram a produção de canábis que tinham como principal fonte de rendimento por alimentos.

MAPUTO - Manuel Bassião, é um dos exemplos dos cerca de cem produtores que decidiu deixar de produzir “surruma”, para escapar de condenação colectiva na justiça, por produção e comercialização desta cultura.

"Hortícolas e cereais dão também dinheiro suficiente para sustentar a família", disse citado pela Lusa, Manuel Bassião, admitindo que em todas as épocas do ano há culturas diferentes e que são produzidas ao longo do rio Luenha, província de Manica, o que garante a viabilidade da iniciativa.

Em 2011, as autoridades policiais de Manica desactivaram 200 hectares de campos de cultivo de canábis em Calombolombo, incinerando 18 toneladas de droga.

Mas um ano mais tarde a comunidade ameaçou voltar a cultivar canábis por falta de mercado para os produtos hortícolas e cereais.

No final, segundo a Lusa, a justiça concedeu uma amnistia a todo o povoado, respondendo aos apelos do governo local, que desde então estimulou a produção de culturas alimentares, disponibilizando sementes e tractores, para a população deixar de cultivar a sua anterior principal fonte de rendimento. [OD]