Nacional

BM considera metical estar em queda acentuada

2015-07-29 08:11:21 (UTC+01:00)

O Banco de Moçambique (BM) considerou ontem que a moeda nacional, metical, sofreu nos últimos meses uma depreciação acentuada, devido ao fortalecimento do dólar e ao défice da conta corrente da balança de pagamentos.

MAPUTO - O Banco de Moçambique apontou as causas da queda do metical em relação às principais moedas internacionais de referência, durante uma conferência de imprensa sobre "Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação", realizada ontem em Maputo.

"A depreciação acentuada do metical face ao dólar norte-americano observa-se desde o último trimestre de 2014, com alguns intervalos de estabilidade, tendo, no final de Junho de 2015, o dólar, no mercado cambial interno, sido cotado a um câmbio médio de 39,03 meticais, o que representa depreciações acumulada e anual do metical de 23,55% e 27,34%, respectivamente", afirmou o porta-voz e administrador do Banco de Moçambique, Valdemar de Sousa.

Segundo Sousa, a moeda moçambicana também tem registado perdas em relação ao euro e ao rand sul-africano, com uma depreciação anual de 4,5% e 11,07%, respectivamente.

O fortalecimento do dólar relativamente às principais moedas internacionais, desde Agosto de 2014, o défice da conta corrente da balança de pagamentos, bem como factores de natureza psicológica e de expectativas do mercado são as principais razões para a depreciação do metical, indicou o porta-voz do Banco de Moçambique.

Valdemar de Sousa indicou ainda que o Produto Interno Bruto de Moçambique cresceu 5,9% no primeiro trimestre deste ano, confirmando uma cifra que já tinha sido divulgada na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Até ao final de Junho, o país tinha constituído reservas internacionais líquidas no valor de 2,6 mil milhões de dólares, o que corresponde a um aumento de 111,7 milhões de dólares, destacou ainda Sousa.

O porta-voz do Banco de Moçambique assinalou que o país registou uma inflação negativa de 0,46% em Junho, pelo terceiro mês consecutivo, explicada pela queda dos preços dos produtos alimentares agrícolas, com destaque para o coco, tomate, alface, couve, milho e farinha de milho.[OD]