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Calamidade seria se a “xicalamidade” deixasse de existir

2015-09-10 13:33:19 (UTC+01:00)

Existe uma probabilidade gigantesca de te perderes ou de encontrares algo que te atraia, ou que te traia, quando depois da compra descobres a invalidez do produto adquirido.

MAPUTO-Mas nesse mesmo trajecto podes ser alvo de uma bala, de sorte, desgovernada que abre no teu rosto um enorme buraco de felicidade.

Esse suspense acontece em vários pontos de compra e venda de artigos usados, conhecidos entre nós, como “calamidade”. Como é do conhecimento de todos o comércio é uma das bases da encomia de qualquer sociedade, facto provado e comprovado ao longo dos tempos.

Na capital moçambicana, escolhemos dentre várias ofertas aliciantes, visitar um bazar facilmente localizável, o ponto fica numa das zonas mais movimentadas de Maputo, no exacto lugar onde duas grandes avenidas convergem, Guerra Popular e 24 de Julho.

Há de tudo no bazar de compras e vendas, no local, encontram-se para além de mercadorias uma concentração muito grande de pessoas que dentre vários motivos possíveis vão a aquele lugar para apanhar o transporte.

Pode se comprar de tudo, artigos para mulheres homens e crianças, há peças para todos sem nenhuma exclusão e segundo os compradores o preço é um dos atrativos para visitarem o local, de vez em quando.

“Compro aqui porque a roupa é acessível e tenho garantia de quase 100% de exclusividade” disse uma jovem, abordada pela nossa equipa de reportagem, que afirma visitar o local com frequência, mas apesar da vantagem referenciada mencionou também uma desvantagem “enfim, o que eu acho desvantajoso é não poder escolher a cor que eu quero de um determinado modelo, como se faz na loja”.

Apesar das constantes guerras travadas no local com os agentes municipais, os vendedores que são oriundos de inúmeros pontos do país, continuam a montar as suas bancas que retém um número astronómico de pessoas que procuram encontrar alguma coisa.

Para os vendedores é clara a sua preferência pela escolha do local, a localização é mais de que um atrativo para eles “é um lugar onde passam muitas pessoas vindas de vários pontos da cidade ou mesmo da província de Maputo” disse um dos vendedores.

Eles também escolhem os horários de pico para montarem as suas bancas móveis, de manhã quando a paragem do 17, como é conhecida, recebe um elevado número de pessoas que chegam a cidade com diversos destinos e no final do dia quando os trabalhadores e estudantes regressam dos seus afazeres diários.

Ouvem-se gritos, os vendedores, cada um tem a sua música, para convidar os clientes a aderirem a compra dos seus artigos, nas letras simples, costumam constar dados sobre o que é comercializado, o preço que parte de um metical, para que faixa etária o produto é comercializado, dentre outros detalhes. [FI]