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Caso MINED: Réus não sabiam da real proveniência do dinheiro

2015-08-27 09:52:27 (UTC+01:00)

Durante o julgamento, sobre o rombo nos cofres do MINED, alguns dos 13 réus confessaram ter conhecimento dos valores que eram depositados em suas contas bancarias por José Sende, até então membro sénior do Ministério da Educação.

Os réus disseram, em tribunal, que não sabia a real proveniência do dinheiro que era depositado em suas contas bancarias e que José Sende alegava que tais valores resultavam de um negócio, que o foragido tinha com amigos na província de Nampula.

De acordo com declarações de um dos réus, Carlitos Acácio, citado pela Radio Moçambique, de trinta e dois anos de idade, para a sua conta bancaria, as transferências efectuadas por José Sende chegaram a atingir um Milhão e Novecentos mil meticais.

Em tribunal, os réus explicaram, ainda, que depois de efectuado o depósito, o foragido, Sende, os contactava para efectuar o levantamento do valor e depois os agradecia com valores que variavam entre duzentos a dois mil meticais.

Carlitos Acácio recordou ainda que num desses dias, foi contactado, pelo réu foragido, para efectuar um levantamento e, como agradecimento, recebeu uma nota de quinhentos meticais e promessa de emprego, na educação. [FI]