Nacional

Corte de energia causa prejuízos avultados nos consumidores

2015-10-03 11:45:48 (UTC+01:00)

As restrições no fornecimento de energia eléctrica nas cidades de Maputo e da Matola estão a criar prejuízos incalculáveis aos consumidores, com enfoque para o ramo comercial, onde os operadores estão a perder diversos produtos alimentares.

MAPUTO – Segundo o Notícia, os grandes supermercados da capital como o Hiper Maputo, do grupo MBS, estiveram encerrados durante todo o dia de ontem, na perspectiva de evitar danos elevados resultantes das oscilações de corrente eléctrica.

As microempresas que, de forma paulatina, vão surgindo nas zonas periféricas também têm visto a sua actividade comprometida, porque dependem de energia eléctrica para prestar serviços ao público.

Pequenas lojas localizadas na zona baixa da cidade, mercados, mercearias, casas de pasto e escritórios têm estado a funcionar às escuras ou com recurso a pequenos geradores de corrente eléctrica.

Numa ronda efectuada pela equipa de reportagem do mesmo jornal, constatou que os comerciantes que se dedicam à restauração eram obrigados a se desdobrar para garantir alimentos e bebidas frescas, numa semana caracterizada por temperaturas bastante altas.

Zita Cossa, vendedora do mercado Malanga, disse que as restrições na corrente eléctrica estão a limitar o funcionamento do mercado, uma vez que até às 18.00 horas os operadores são obrigados a interromper a actividade, por falta de iluminação eléctrica.

“Estamos a trabalhar em péssimas condições porque vendemos bebidas quentes e não temos água suficiente para garantir a limpeza e confecção de alimentos para os clientes”, lamentou.

Operadores do ramo alimentar dizem que estão a acumular enormes prejuízos porque a sua actividade depende totalmente do fornecimento de energia de qualidade, facto que não está a acontecer por causa das constantes restrições.

No município da Matola, grandes empresas que dependem da corrente da Subestação da Matola, cujo transformador avariou na quarta-feira de manhã, como é o caso da empresa Cimentos de Moçambique (CIM), chegaram ontem a ficar paralisadas. [OD]