Nacional

Declarações de Bissopo preocupam cidadãos da capital do país

2015-09-18 14:00:02 (UTC+01:00)

Alguns munícipes da cidade de Maputo, mostram-se preocupados com o anúncio dado ontem pela Renamo, prometendo vingar-se do ataque a comitiva de Afonso Dhlakama, na região de Chibata, na província de Manica.

Cidadãos ouvidos na manhã desta sexta-feira, pela Folha de Maputo reiteram que haja uma solução pacífica para que o país continue a viver num clima de paz.

“O que tenho a dizer é que as coisas não se resolvem a força, o que devem fazer é sentarem se com o Presidente da República, que é para ver se conseguem ultrapassar o diferendo que existe entre eles”, aconselhou Roque Samuel.

Por seu turno, um outro cidadão por nós entrevistado, considerou de belicismo o anúncio do maior partido da oposição no país, tendo acusado os homens armados da Renamo de serem criminosos.

“Ao afirmarem que abateram 12 elementos das Forças de Defesa e Segurança (FDS) podemos considera-los criminosos. Para mim essa guerra não tem motivos de acontecer, porque todos somos moçambicanos e vivemos no mesmo território…Qual é o problema? É só a ponta-vermelha?”, questionou um cidadão que não quis se identificar.

Um outro munícipe por nós interpelado, reitera o diálogo como a chave para “abrir” a paz no país.

“Apelo o diálogo, para que retomemos o momento em que estávamos, para que prevaleça a paz, pois Moçambique já mostra sinais de crescimento que é resultado de um esforço de todos moçambicanos, que trabalham para que o país possa desenvolver. Creio que se voltarmos a guerra de facto vai retardar esse processo que já iniciou e deitará tudo por água a baixo”, disse Américo Chilaúle.

Chilaúle, considerou haver incoerência na Renamo, justificando que Afonso Dhlakama afirma que é pela paz e está aberto ao diálogo com o Presidente da República, Filipe Nyusi, e por outro lado os membros vem dizer que vão retaliar o ataque.

“Eu percebo que haja uma incoerência dentro da Renamo, porque se o líder diz que não quer a Guerra e ele está pela paz e está aberto pelo diálogo, e do outro lado outros membros dizem que nós vamos retaliar em torno daquilo que aconteceu com a comitiva de Afonso Dhlakama, acho que essa não é a posição que a Renamo podia tomar, mas sim podia sentar e negociar com o presidente da República”, apelou.

Recorde-se que o país está mergulhado numa tensão político-militar, desde a publicação dos resultados das eleições gerais de 15 de Outubro de 2014, nas quais a Renamo não reconhece a derrota e exige governar de forma autónoma nas regiões onde reclama vitória. [OD]