Nacional

Descriminação faz raparigas gravidas abandonarem escola

2015-08-27 11:30:32 (UTC+01:00)

Em torno de 2.675 raparigas de diversas instituições de ensino ficaram gravidas, no ano passado, em todo o país, e devido a descriminação muitas delas pararam de estudar.

MAPUTO-De acordo com o Ministro da Educação e Desenvolvimento Humano, Jorge Ferrão, durante sua intervenção no Fórum Nacional Inter-religioso sobre Casamentos Prematuros, a decorrer no Município da Matola, destacou que algumas das raparigas abandonaram os estudos arcando com todos os prejuízos que este feito acarreta na sua vida.

A pressão das famílias, amigas e a descriminação de que foram vítimas no seio da própria sociedade, foram apontados por Ferrão, como um dos motivos que leva algumas abandonar o Sistema Nacional de Ensino devido. Nesta situação as raparigas acabam ficando sem recurso nem condição intelectual para se reorientarem na vida depois de terem o filho.

Segundo o governante, os casamentos prematuros, a gravidez e o abandono a escola são fenómenos interligados, sendo necessário aproveitar todas as potencialidades disponíveis para a mudança do comportamento. [FI]