Nacional

Despejo de nados na lixeira deveu-se a erro humano

2015-09-22 15:24:10 (UTC+01:00)

O despejo de nados-mortos na lixeira na Matola, deveu-se a um erro de um funcionário, que "confundiu os nados-mortos com lixo comum", disse hoje a comissão de inquérito ao caso.

MAPUTO- Falando em conferência de imprensa de apresentação dos resultados do inquérito, a vereadora da Saúde no Município da Matola, onde se deu o incidente, na sexta-feira, Paula Jacude, acusou um dos funcionários de ter violado os procedimentos seguidos na gestão da morgue do Hospital Provincial da Matola, o que originou o despejo dos nados-mortos.

"Estamos a trabalhar com os Recursos Humanos. Eles é que vão tomar medidas sobre este assunto, porque têm o Estatuto Geral dos Funcionários. Nós estamos a trabalhar para apurar os factos", afirmou Jacude.

O funcionário de serviço no dia do incidente despejou os nados-mortos no trator que actualmente faz a recolha de lixo no Hospital Provincial da Matola, confundindo os sacos pretos onde estavam os corpos com lixo, prosseguiu a vereadora da Saúde do Município da Matola.

Falando na ocasião, o inspector-geral do Ministério da Saúde, Martinho Djedje, disse que foram despejados na lixeira 24 nados-mortos, 15 dos quais registados no Hospital Provincial da Matola e nove nas unidades sanitárias do município da Matola.

Na segunda-feira, a administradora da morgue do Hospital Provincial da Matola, Carolina Macuácuá, citada pelo jornal O País, acusou um funcionário da morgue de ter misturado lixo hospitalar com os nados-mortos e movimentando os corpos sem autorização.

"O que aconteceu é que um colega meteu as caixas dos nados mortos na viatura que transportava lixo comum. Normalmente, os funcionários saem daqui com um formulário sobre quantos corpos transportam, mas não houve cuidado por parte dos colegas de o levar", afirmou Macuácuá. [FM]