Nacional

Emirates pode ser uma saída para LAM

2015-09-11 05:55:13 (UTC+01:00)

Tal como a parceria agora celebrada entre a TAAG e a Emirates, o governo moçambicano poderá avançar em breve para um acordo similar com a LAM, passando a ser gerida através de um contrato de gestão com uma companhia aérea líder mundial.

MAPUTO- A transportadora aérea angolana TAAG prevê prejuízos de 99 milhões de dólares, resultados que o Governo angolano pretende reverter totalmente até 2019, através da parceria com a companhia Emirates.

O Contrato de Gestão da transportadora pública angolana, celebrado com a Emirates Airlines para o período entre 2015 e 2019, prevê, dentro de cinco anos, resultados operacionais positivos de 100 milhões de dólares.

O novo conselho de administração da companhia de bandeira angolana, passa a ser liderada por representantes da Emirates.

Uma parceria com uma transportadora internacional de renome poderá ser uma saída para as Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), que vão se arrastando ao longo dos anos sem crescer nem em parque de aeronaves nem em serviço que cada vez é pior.

Com o fornecimento deficiente de serviços tanto em qualidade bem como em quantidade por parte da companhia de bandeira nacional, o país perde dinheiro até com rotas que valem ouro como são as internas para Nampula, Tete ou Beira mas principalmente nas rotas para Johannesburgo e Lisboa ou até numa eventual exploração da rota de São Paulo (uma vez a semana?).

Na lógica do “meu povo é o meu patrão” a pergunta que fica no ar é: será que o “orgulho” de termos a operar uma companhia aérea de bandeira operada só por Moçambicanos justifica o “sofrimento do patrão”? [FM]