Nacional

Frelimo e Renamo responsabilizaram-se reciprocamente pela crise política

2015-10-22 05:13:24 (UTC+01:00)

Os partidos Frelimo e Renamo responsabilizaram-se mutuamente ontem, no parlamento pela crise política no país, com o partido no poder a apontar uma lógica belicista à força de oposição, que por sua vez denunciou tentativas de assassinar o seu líder.

MAPUTO- Margarida Talapa chefe da bancada da Frelimo, acusou a Renamo de seguir uma lógica de militarização e de recusar transformar-se num partido político democrático, apontando o abandono das negociações com o Governo por parte do movimento como exemplo da sua postura.

"Infelizmente, mantém-se o clima de insegurança e de incerteza, alimentado por discursos violentos e atitudes irresponsáveis, bélicas e desestabilizadoras", afirmou a Talapa, no discurso de abertura dos trabalhos da II Sessão da VIII Legislatura da Assembleia da República.

Referindo-se ao desarmamento pela polícia da guarda do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, no dia 09, na Beira, a chefe da bancada da Frelimo considerou o acontecimento como sinal de esperança para a desmilitarização do movimento.

Por seu turno, a chefe da bancada da Renamo, Ivone Soares, acusou a Frelimo de pretender matar Afonso Dhlakama, durante o cerco e a invasão da residência do seu líder na Beira, assinalando que o desarmamento do movimento terá de ser feito através do diálogo e negociações.

"O cenário gratuito pré-bélico montado na residente do presidente Dhlakama foi a ponta do 'iceberg' da cobardia e má-fé, que a Frelimo poderia demonstrar. Não se tratou de um incidente casual", afirmou Ivone Soares.

Ivone Soares classificou como "atentados" os incidentes em que a caravana do líder da Renamo se envolveu no dia 12 e 25 de Setembro, este último com vários mortos. [FM]