Nacional

Governo acusa a Renamo de não colaborar na missão da EMOCHM

2015-05-19 14:11:42 (UTC+01:00)

O governo através do chefe da delegação no diálogo com a Renamo, entende que o partido de Dhlakama não colaborou, em momento algum, para o comprimento da missão da Equipa de Observação da Cessação das Hostilidades Militares (EMOCHM).

Maputo- Segundo Pacheco tanto na primeira missão que teve a duração de 135 dias, bem como na segunda com a duração de 60 dias, a Renamo nada fez de modo a garantir a sua desmilitarização, missão para a qual a EMOCHM foi criada para monitorar.

"Tivemos 135 dias e a Renamo não deu um passo (apresentar as listas dos seus elementos ainda por desarmar) e tivemos mais 60 dias e a Renamo não fez mais nada", lamentou Pacheco, acrescentado que a Renamo colocou como assunto prévio na ronda de ontem o ataque a seus homens em Inhambane e Gaza. Eles acusam ainda as forças governamentais de orquestrar uma emboscada ao seu líder.

Pacheco considera estas acusações difamatórias e caluniosas contra o Governo. Aliás, disse o governante, num passado recente "falaram de envenenamento de um lago, mas quando convidados a mostrar o tal lago nunca vieram, falaram também de víveres e não apareceram".

Inicialmente, integravam a EMOCHIM observadores da Grã-Bretanha, Itália e Portugal, que decidiram abandonar o país no término da primeira missão.

Os representantes dos Estados Unidos de América, que também haviam sido convidados para integrar a missão nunca chegaram ao país, bem como não foi divulgada publicamente os motivos da sua ausência. Estes são os países indicados pela Renamo no decurso do diálogo político no ano passado.

Criada em Outubro de 2014, a EMOCHM integra peritos militares nacionais, dos quais 35 do Governo e igual número da Renamo, e ainda 23 peritos militares estrangeiros, tendo como missão observar e monitorar a integração dos homens residuais daquele antigo movimento rebelde nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). [FM]