Nacional

IGT detecta e suspende 64 trabalhadores ilegais nas em todo o país

2015-06-02 05:19:36 (UTC+01:00)

Um total de 64 cidadãos estrangeiros, de diferentes nacionalidades, foi suspenso pela Inspecção-Geral do Trabalho (UGT), a nível do país.

MAPUTO - Os cidadãos em referência encontravam-se em situação ilegal nas empresas onde trabalhavam, razão pela qual, e nos termos da legislação laboral em vigor no nosso país, foram suspensos imediatamente e as respectivas empresas contratantes estão a ser sancionadas nos mesmos termos.

Trata-se de trabalhadores expatriados que foram ilegalmente contratados e se encontravam a exercer diferentes actividades em 26 empresas espalhadas pelo país, nomeadamente nas Províncias e Cidade de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica, Cabo Delgado e Zambézia, com destaque para as que actuam no sector da construção civil.

A Província de Sofala foi a que registou mais trabalhadores estrangeiros ilegais no período, ao somar 23 cidadãos, provenientes de Nepal, Sri Lanka, Inglaterra, Bulgária, Paquistão e África do Sul, seguindo-se de Cabo Delgado, com 12 suspensos, contratados em Portugal, África do Sul, Bósnia Herzegovina e Macedónia.

A seguir a Cabo Delgado surgiu a Província de Gaza, com nove ilegais, distribuídos pelas nacionalidades sul-africana e zimbabweana, enquanto a Província de Maputo registou 6, vindos do Líbano e da China, seguido da Cidade de Maputo, com 5 estrangeiros suspensos, provenientes de Portugal, China e Espanha. Igual número de detectados e suspensos foi registado em Manica, sendo quatro bengalis e um indiano. Inhambane detectou 2 estrangeiros ilegais, enquanto Inhambane e Zambézia detectaram apenas 1 cada. Nampula, Niassa e Tete foram as Províncias que no período em análise não registaram trabalhadores estrangeiros ilegais, durante as acções de inspecção realizadas.

A IGT tem vindo a desmantelar, nos últimos tempos, redes de recrutamento e emprego de mão-de-obra estrangeira no país, em diversos sectores de actividade, desde empresas, instituições e até organizações não-governamentais.[MCM]