Nacional

Livrarias de “dumbanegue”

2015-08-14 15:54:56 (UTC+01:00)

Não é preciso ser uma pessoa muito atenta para perceber que nas artérias de algumas ruas e avenidas, da ex-cidade das acácias, tem várias livrarias ao ar livre, localizadas muitas vezes perto de instituições de ensino.

Saímos a rua para saber dos vendedores, o dia-a-dia das livrarias de “dumbanegue”, que indiscriminadamente vão dividindo os passeios com os transeuntes, usando-as como prateleiras para a exposição do seu produto, os livros.

Durante a incursão da nossa equipa de reportagem, pela capital, conversamos com Paulo e com o Nelson Cumbane que estão nessa área já lá se vão anos.

Durante a conversa que mantivemos com os dois vendedores, estes mostraram-se um pouco descontentes, devido a redução na procura de livros por parte dos estudantes.

“Eles antes vinham com mais frequência, tenho tantos livros que em outros tempos já não estariam aqui”, afirmou Cumbane.

Paulo que vende os seus livros na zona do jardim dos Madjermans diz desconhecer o que pode estar por de trás dessa fraca procura e que “os estudantes pararam de ler”.

Cumbane diz não fazer os mesmos preços das livrarias, na sua banca o valor é relativamente baixo, para convidar os clientes, para além de que tem uma parceria com algumas livrarias “ se um estudante quiser uma obra que eu não tenha digo a ele para irá comprar numa determina livraria”.

Os livros vendidos nos passeios rodam entre os 100 a 2000 mil meticais, podendo ser negociados com os vendedores.[FI]