Nacional

Moçambicanos envolvidos no debate global sobre mudanças climáticas

2015-06-10 15:56:34 (UTC+01:00)

O mundo debateu no passado sábado 6 de Junho sobre o aquecimento global, e Moçambique não ficou alheio a discussão.

MAPUTO- Num evento organizado pela Kuwuka JDA em parceria com os Arquitetos Sem Fronteiras (ASF), cento e oito (108) cidadãos de todas as faixas etárias em representação de alguns distritos da cidade e província de Maputo, reflictiram sobre os desafios que se impõem as mudanças climáticas, com particular destaque para o aquecimento global e sustentabilidade de energia.

Os temas estão na ordem do dia e podem comprometer o presente e o futuro da humanidade. A Kuwuka JDA e os Arquitetos Sem Fronteiras, organizaram este debate, com o objectivo de dar voz ao cidadão comum que não é consultado sobre as decisões que devem ser tomadas sobre o aquecimento global mas que sente na "pele" os efeitos das mudanças climáticas no mundo.

"Este ano teremos o COP21, este debate pretende trazer a voz do cidadão, para o debate sobre o clima no mundo. Queremos colher opiniões do cidadão comum, sobretudo aquele que é afectado pelas mudanças climáticas, que provavelmente pode não ter noção, das mudanças climáticas, mas sim dos seus efeitos e impactos ", disse Camilo Nhancale da Kuwuka JDA.


Segundo Nhancale os resultados dos temas debatidos serão do conhecimento daqueles que tem o dever de tomar uma decisão ao mais alto nível, e que a opinião dos moçambicanos vai se juntar a dos outros cidadãos dos 80 países de todo o mundo que também debateram o tema.

A principal mensagem que a Kuwuka JDA e os Arquitetos Sem Fronteiras pretendiam transmitir com o debate é que o cidadão tem a palavra e que o mesmo não deve ser limitado aos que tem conhecimento científico sobre a matéria.

Presente no debate o primeiro Conselheiro da embaixada da França em Moçambique, disse que o mundo dispõe de um fundo para a mitigação e redução do impacto das mudanças climáticas.

"Existe um fundo verde para o clima que já tem 10 biliões de dólares, mas o objectivo é obter o financiamento de 100 biliões de dólares por ano a partir de 2020. Moçambique é um país prioritário porque faz parte dos menos desenvolvidos e mais vulneráveis as mudanças climáticas", disse o Primeiro conselheiro.

No debate havido em Maputo, os cidadãos envolvidos, discutiram os temas com muita seriedade e responsabilidade, ávidos de que as suas opiniões serão respeitadas por aqueles que vão tomar uma decisão para um novo acordo sobre as mudanças climáticas, porque o acordo de Kyoto termina em 2020.

Os debates eram antecedidos por vídeos que retratavam os temas a serem debatidos, e os cidadãos eram sujeitos a responderem um questionário ao fim de cada sessão, e os resultados eram colocados numa plataforma, para que todos tenham acesso aos resultados do debate realizado em Moçambique.

Camilo Nhancale, afirma que com o acordo de Kyoto a chegar ao fim haverá necessidade de um novo acordo climático em Paris, e haverá diferentes temas a serem acordados para a mitigação da emissão dos gases.

"Sabemos que este ano haverá uma grande decisão em Paris, da negociação sobre as mudanças climáticas", disse Nhancale.

O evento decorreu em simultâneo em mais de 80 países de todo o mundo, e participaram mais de 10 mil cidadãos. E os resultados dos debates de todos os países estão na plataforma www.wwviews.org, para que o mundo todo tenha acesso.

O debate acontece em preparação da conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas COP21, um evento que vai decorrer entre 30 de Novembro a 11 de Dezembro do presente ano, em Paris capital da França. [FM]