Nacional

Moçambique reduz pela metade número de pessoas assoladas pela fome

2015-06-26 09:02:21 (UTC+01:00)

Moçambique cumpriu a meta do primeiro Objectivo de Desevolvimento do Milenio (ODM) e reduziu pela metade o número de pessoas assoladas pela fome e desnutrição cronica, no país.

Devido a esse avanço o país foi premiado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

De acordo com o “Jornal Notícias” , o reconhecimento internacional surge pelo facto de o país ter reduzido de 61 por cento em 1997, para 24 por cento em 2013 o número de pessoas que sofriam de insegurança alimentar extrema em todo o território nacional.

O prémio, atribuído durante a 39.ª Assembleia-Geral da FAO, que teve lugar recentemente em Roma, na Itália, resultou da apreciação positiva de uma lista de “itens” usados para avaliar a segurança alimentar, segundo explicou, na passada quarta-feira, em Maputo, o representante daquela organização no país, Castro Camar.

“Pelo contrário, os altos níveis de pobreza, 54.7 por cento, que prevalecem no país continuam a afectar negativamente a situação de segurança alimentar e nutricional e contribuem, em parte, para níveis de insegurança alimentar que afecta 24 por cento da população nacional e desnutrição crónica que abala 43 por cento de crianças com idade inferior a 5 anos”, disse o diplomata.

Referiu, no entanto, que o prémio foi atribuído no sentido de encorajar o país a melhorar, pois existem ainda vários desafios.

O Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, José Pacheco, que recebeu o prémio na Itália, disse que o reconhecimento resulta do esforço empreendido pelo Governo desde a data da independência nacional, em que o país herdou uma economia agrária orientada para a monocultura.

“Em 1975 a nossa agricultura era maioritariamente do privado e o país produzia produtos como algodão, cana-de-açúcar e chá para exportação. Apesar dos esforços a situação agravou-se devido à guerra de desestabilização”, explicou Pacheco, acrescentando que até 1992 o país dependia de ajuda externa para fazer face à insegurança alimentar, que era crítica.

“Felizmente, com a adopção de várias políticas, a partir de 1992, conseguimos dar a volta à situação e hoje, apesar de não estarmos satisfeitos ainda, a situação melhorou bastante comparativamente a 1997”, disse Pacheco.

Para além de Moçambique, a FAO premiou países como Angola, Bolívia, Costa Rica, China, Gabão, Ilhas Salomão, Laos, Mali, Myanmar, Nepal, República Dominicana, Suriname e Uzbequistão, que também cumpriram o primeiro ODM. [FI]