Nacional

No Zimpeto: Vendedeiras de hortaliças em “braço de ferro” com a Polícia Municipal

2015-08-13 15:00:19 (UTC+01:00)

O mercado grossista do Zimpeto, na cidade de Maputo, viveu momentos de alvoroço, na manhã desta quinta-feira, na sequência de uma greve desencadeada por um grupo de vendedeiras de hortaliças, que foi escorraçado do local onde exercia a sua actividade.

MAPUTO - As grevistas, para além de atirarem objectos contra viaturas de Transporte Semi-colectivo de passageiros, colocaram barricadas na Estrada Nacional Número Um (EN1), inviabilizando deste modo a entrada e saída de pessoas e bens da cidade de Maputo, por meia hora.

A Unidade de Intervenção Rápida (UIR) foi obrigada a fazer se ao local, de forma a acalmar os ânimos dos manifestantes. Há relatos sem confirmação, de morte de uma criança atingida por um objecto atirado pelos grevistas, e sete pessoas foram detidas pela polícia.

No local, tivemos conhecimento de que, as vendeiras exigiam a permanência das suas bancas num espaço em que a Polícia Municipal, decidiu remove-las com uso da força, para um local em que segundo as mesmas, não é suficiente para albergar as suas bancas.

“Estão a transferir nos para um espaço insuficiente, porque querem colocar contentores dos comerciantes estrangeiros, que vão ser transferidos do mercado de Xiquelene. Não vamos sair daquele sitio porque nós é que limpamos o espaço”, explicou Amélia Bila, uma grevista.

A greve iniciou nesta terça-feira. As vendedeiras de roupa usada, vulgarmente conhecida por calamidade, também se juntaram a causa apoiando as suas companheiras de actividade.

“Eu vendo roupa usada, mas nós não fomos afectados pela medida do município, fechamos nossas bancas e juntamo-nos a elas, para repudiarmos essa medida da edilidade”, afirmou Flora Maló.

Uma testemunha ouvida pela nossa equipa de reportagem fez nos saber que: “A Polícia Municipal, está desde terça-feira feira a retirar a força essas senhoras daquele espaço, para outro espaço que elas não querem, porque dizem que já habituaram comercializar seus produtos ali, e alem disso os espaço para onde estão a ser transferidos não tem capacidade para albergar todos”, detalhou Teresa Massingue. [OD]