Nacional

Oposição critica "leviandade" da PGR em relação à morte de Gilles Cistac

2015-05-07 12:22:26 (UTC+01:00)

A Renamo e o MDM, criticaram ontem a alegada omissão e leviandade com que a Procuradoria-Geral da República tratou a questão do assassínio do constitucionalista franco-moçambicano Gilles Cistac.

MAPUTO - "Este relatório trata de forma leviana a questão da morte do constitucionalista Gilles Cistac. É tão vergonhoso que também trata de uma forma simplista a morte do juiz Dinis Silica", afirmou António Muchanga, deputado da Renamo, principal partido de oposição, reagindo à informação anual da Procuradora-Geral da República (PGR), Beatriz Buchili.

No relatório, a procuradora-geral da República limita-se a referir que o caso do homicídio de Cistac, por desconhecidos no início de março, está em investigação.

Qualificando ainda a informação como triunfalista, Muchanga criticou o facto de o documento referir que em alguns distritos já não há detidos em prisão preventiva, como resultado da celeridade processual, assinalando que a criminalidade aumentou.

"A informação que a Procuradora-Geral da República acaba de nos prestar é leviana, insonsa e incipiente, não reflete os acontecimentos criminais que se deram no ano em análise", afirmou António Muchanga, reagindo, na sessão plenária da AR, ao balanço de Beatriz Buchili.

Por seu turno, o MDM também considerou omisso o relatório da magistrada, apontando a falta de mais informação sobre a morte de Gilles Cistac, ilícitos nas eleições gerais de 15 de outubro do ano passado e sobre notícias em relação ao alegado registo da Empresa Moçambicana de Atum (EMATUM), participada pela secreta moçambicana, na Holanda.

"Este relatório omite assuntos que são de inegável interesse público", afirmou o deputado Fernando Bismarque, lendo a posição do terceiro maior partido moçambicano na AR.

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