Nacional

Presidente da Frelimo defende acções com vista a travar onda de raptos e assassinato a albinos

2015-11-23 05:54:37 (UTC+00:00)

O Presidente do partido Frelimo, Filipe Nyusi, defendeu, sexta-feira, em Maputo, acções coordenadas para o combate à criminalidade, com destaque para o rapto e assassinato de cidadãos albinos nos países da África Austral.

MAPUTO - Falando em conferência de imprensa que marcou o fim dos trabalhos da VIII Cimeira dos Presidentes dos Partidos Antigos Movimentos de Libertação da África Austral, que decorreu na capital moçambicana, Nyusi referiu que os participantes a este encontro foram unânimes na necessidade de combater os raptos e assassinatos de pessoas com problemas de pigmentação da pele.

“É verdade que em alguns países esses casos ainda não se registaram, mas isso está a descer, de cima para baixo, na nossa zona austral. Então, dissemos que temos de ter acções coordenadas para proteger esses seres humanos, esses nossos concidadãos que muito têm para dar aos nossos países”, afirmou Filipe Nyusi, citado pelo Notícias.

O encontro de Maputo reuniu os presidentes e/ou representares de seis partidos políticos antigos movimentos de libertação. São eles a Frelimo, de Moçambique, representada pelo respectivo presidente, Filipe Nyusi; ANC, da África do Sul, representada pelo seu líder Jacob Zuma; SWAPO, da Namíbia, que também enviou a Maputo o seu presidente, Hage Geingob; o MPLA, de Angola, que mandatou o seu vice-presidente, Roberto de Almeida em representação de José Eduardo dos Santos; o Chama Chama Mapindutzi (CCM), da Tanzania, representado pelo secretário-geral, Abdul Rename Guinani; e a ZANU FP; do Zimbabwe, que se fez representar pelo secretário para Administração e Finanças, Ignassusse Tchombo, na vez do respectivo presidente, Robert Mugabe.

No “briefing” com os jornalistas, Filipe Nyusi fez um balanço geral da cimeira, tendo referido que a mesa decorreu num ambiente de franqueza, honestidade e muita participação. Referiu que ao contrário dos encontros anteriores, este privilegiou a situação interna de cada partido, tendo sido aflorada a “necessidade de sermos respeitados, como povos, como partidos. Para isso, dissemos que temos de respeitar os outros, e é isso que temos feito”.[OD]