Nacional

Quatro mil trabalhadores estrangeiros ilegais repatriados no primeiro trimestre

2015-10-08 07:36:55 (UTC+01:00)

Foram expulsos e repatriados um total de 4.243 cidadãos de nacionalidade estrangeira que se encontravam a trabalhar no país de forma ilegal, no primeiro trimestre deste ano.

MAPUTO - “Nós continuamos preocupados com a situação de mão-de-obra ilegal”, disse ontem, em Pemba, capital da província nortenha de Cabo Delgado, a ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social (MTESS), Vitória Diogo, durante uma conferência de imprensa, momentos depois de desembarcar naquela cidade, para uma visita de trabalho de dois dias.


Ainda no período em alusão, segundo a AIM, 586 estrangeiros foram suspensos. A ministra, apoiando-se na legislação moçambicana, entende que um trabalhador ilegal não pode continuar a realizar actividades laborais no país, a razão de haver tolerância zero para casos do género.


“Estes são os números que conhecemos e que foram processados, mas deve haver outros que desconhecemos, dai que apelamos que cumpram com as regras e que se aproximem as autoridades de trabalho e se inscrevam cumprindo com aquilo que a nossa lei define. Não precisam trabalhar fora da lei”, disse.

Actualmente, segundo Diogo, cerca de nove mil estrangeiros trabalham legalmente no país.

A visita da ministra realiza-se no âmbito da monitoria do Plano Económico Social na administração do trabalho emprego e na segurança social.

Durante os próximos dois dias, a ministra visitará várias instituições subordinadas ao seu ministério.

“Iremos ver em que nível estão as condições de criação de emprego para os nossos jovens moçambicanos a nível da província. Cabo Delgado é uma província turística e queremos ver quantos postos de emprego foram criados”, avançou a fonte.

Para além disso, ainda no quadro da viagem, a ministra disse que pretende se inteirar sobre os níveis de prevenção dos conflitos de trabalho, a sua resolução, bem como saber acerca dos índices, a nível das instituições, da legalidade no trabalho.

“Na área de fiscalização queremos ver o que foi feito e qual é a incidência daquilo que podemos considerar irregularidade. Iremos visitar também alguns empreendimentos que estão em construção”, referiu. [OD]