Nacional

Queimados 618 cornos de animais em extinção e seus derivados (VIDEO)

2015-07-06 16:22:34 (UTC+01:00)

Pelo menos 618 cornos de animais em extinção e seus derivados, foram incinerados pela Administração das Áreas de Conservação (ANAC), na tarde desta segunda-feira, na cidade de Maputo.

MAPUTO - Os cornos e os derivados incinerados, são resultado da caça furtiva protagonizada em diferentes pontos do país, material que vinha sendo apreendido pelas autoridades moçambicanas, ao longo de vários anos. Trata-se de 86 peças de cornos de rinoceronte equivalentes a 193 kg e 236 kg de marfim transformado.

O processo contou com a presença do Ministro de Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Coreia, que disse na ocasião, que o acto surge na sequência de um processo que o Governo iniciou que foi de prosseguir todos os procedimentos que levaram a incineração do material, desde a sua oficialização através da Procuradoria-geral até a certificação e qualificação do marfim das pontas de rinoceronte.

“Para o Governo é um sinal muito grande que damos a sociedade e ao mundo do grau de tolerância que damos a caça furtiva. Para nós não significa uma vitória, porque os animais são mais importantes vivos do que mortos, mas é um sinal que damos na nossa agenda que passa por preservar estes animais e conservar a nossa biodiversidade que é muito importante para o desenvolvimento do país”, disse na ocasião Celso Coreia.

Quando questionado em torno das filosofias para o combate da caça ilegal, Celso Coreia garantiu, que “o Governo está a organizar-se e já tem forças no terreno, mas também acreditamos que as próprias comunidades devem se envolver nesta agenda, e assim acreditamos que potenciando as comunidades e desenvolvendo as comunidades que estão próximas a estas áreas de conservação, eles próprios podem assumir o papel de protectores desta nossa riqueza que são os animais e a floresta”.

O Ministro, defendeu na ocasião a opção de incineração dizendo “ em primeiro lugar, nós somos signatários de uma convenção internacional que determina as regras de comercialização, das peças de animais em extinção, e o elefante é um deles. Nos não estaríamos em condições neste momento de vender. E em segundo lugar naquilo que as instituições que nos apoiam, este acto irão conferir mais apoio ao sector para o combate a caça furtiva e é uma posição forte que o Governo toma no sentido de muito apoio dos nossos parceiros”, disse. [OD]