Nacional

Reduzidos aeroportos internacionais para três

2015-09-04 08:32:07 (UTC+01:00)

O Presidente do Conselho de Administração dos Aeroportos de Moçambique (ADM), Emanuel Chaves, disse durante um seminário da empresa na FACIM, que os aeroportos internacionais do país vão ser reduzidos para três.

MAPUTO - A zona Sul, por exemplo, será servida pelo Aeroporto Internacional de Maputo, a Centro por Beira e a Norte por Nacala. A novidade é que, entre outros, os aeroportos de Nampula, Pemba e Vilanculo, por exemplo, deixarão de receber tráfego internacional.

O propósito principal desta medida é transformar o Aeroporto Internacional de Nacala, no norte do país, inaugurado no ano passado, num centro internacional de distribuição de passageiros, que vai disputar mercado com os aeroportos de Joanesburgo, África do Sul, e de Adis Abeba, a capital etíope, para além dos aeroportos de Nairobi (Quénia) e Dar-Es-Salaam (Tanzânia).

De acordo com o presidente do Conselho de Administração da empresa Aeroportos de Moçambique (ADM), Emanuel Chaves, citado hoje pelo Diário de Moçambique, uma proposta nesse sentido já foi apresentada ao Governo moçambicano para efeitos de análise e aprovação, tendo em conta que a actual situação de oito aeroportos internacionais não nos ajuda a nós mesmos.

Falando num seminário de divulgação do Aeroporto de Nacala, esta quinta-feira na Feira Internacional de Maputo (FACIM), em Marracuene, província meridional de Maputo, Chaves sublinhou que a agir desta forma Moçambique não será o pioneiro. A África do Sul e a Etiópia já viram há muito tempo as vantagens económicas de reduzir os pontos de entradas e saídas aéreas internacionais nos seus respectivos territórios.

A África do Sul, por exemplo, apesar de ser um território muito maior que Moçambique e ter um tráfego aéreo internacional de longe superior ao moçambicano, só tem três aeroportos internacionais. A Etiópia só tem um único ponto de entrada e saída via aérea.

Chaves sublinhou que a redução do número de aeroportos internacionais terá que ser compensada com a abertura de novas rotas domésticas mais frequentes e mais baratas. Já estamos a trabalhar com a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), por exemplo, nesse sentido.

Mas o foco do seminário na FACIM era mesmo o recentemente inaugurado Aeroporto Internacional de Nacala, que, segundo o Diário de Moçambique, alguns círculos de opinião entendem ser um elefante branco, tendo em conta que desde o ano passado até aqui pouco tráfego aéreo tem registado.[OD]