Nacional

Renamo condiciona desarmamento com postos de chefia nas FADM e na PRM

2015-07-13 15:28:39 (UTC+01:00)

Á entrada da ronda número 111 o chefe da delegação da Renamo, Saimone Macuiane, reiterou que o desarmamento só irá efectivar-se caso o governo indique os postos de chefia que os elementos da Renamo irão ocupar aos serem integrados nas FADM e na PRM.

MAPUTO – Segundo a Televisão de Moçambique, o diálogo político entre o governo e a Renamo está a esgotar a paciência dos observadores nacionais e já manifestaram publicamente o seu desgaste. Este fim-de-semana, um grupo de mulheres de diversas organizações da sociedade civil reivindicou a sua inclusão, como facilitadoras, do diálogo político.

As vozes críticas da sociedade não demoveram a barreira imposta pela Renamo que impera a conclusão dos 4 pontos de agenda.

A Renamo finca-pé nas questões centrais do diálogo, particularmente as que tem a ver com o desarmamento das forças residuais.

O governo considera que, com este posicionamento, a Renamo pretende institucionalizar o diálogo e legitimar objectivos ocultos.

O Governo e a Renamo procuram, na rondo 111, formas de implementar o acordo de princípios sobre a despartidarização da Administração Pública. A Renamo quer levar esta matéria ao parlamento para transformar em Lei. O governo defende que os termos da despartidarização, acordados no contexto do diálogo político, devem ser integrados na legislação específica sobre a Administração Pública.[OD]