Nacional

Renamo vai renegociar autarquias provinciais

2015-06-13 14:26:00 (UTC+01:00)

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, recuou ontem na posição do uso da força para tomar governos provinciais no centro e norte do país e deu um novo prazo para o diálogo com o Presidente moçambicano.

MAPUTO- "Vamos insistir na negociação por respeito à democracia", afirmou Afonso Dhlakama, dando um prazo de três dias, a contar a partir de ontem, para começar as negociações da "descentralização do Estado", cobrindo a totalidade das 11 províncias do país, em vez das seis que reivindicava anteriormente.

"Vamos estender as autarquias para as 11 províncias, para evitar equívocos de que queremos dividir o país", disse Dhlakama no final do Conselho Nacional da Renamo, que, na quinta-feira tinha deliberado tomar pela força os governos das seis regiões onde o partido de oposição reclama vitória nas últimas eleições, além da criação de uma polícia e da redistribuição do efetivo militar contra eventuais ataques do Governo.

Na quinta-feira, o mesmo órgão anunciou que iria evacuar e ocupar os edifícios públicos onde funciona o Governo da Frelimo e que aos atuais dirigentes do partido no poder ser-lhes-ia dada oportunidade de escolha, de filiarem-se na Renamo para se manterem nos cargos ou abrirem caminho para a oposição.

O presidente da Renamo recuou na ameaça do uso da força e retomou a ideia, que já tinha indicado anteriormente em Nampula, de alargar a proposta de criação das autarquias provinciais em todo o país, seis das quais (Sofala, Tete, Manica, Zambézia, Nampula e Niassa), a serem governadas de imediato pelo seu partido, e as outras cinco a criar depois das eleições gerais de 2019.

Falando no encerramento da reunião de quatro dias do Conselho Nacional, na Beira, Dhlakama disse que seria mal entendido se decidisse "usar armas para forçar as províncias autónomas", acrescentando que vai pressionar a Frelimo para "parar com brincadeiras e manipulações". [FM]