Nacional

Banco Central emite bilhetes do Tesouro

2021-01-21 08:02:30 (UTC+00:00)

O Banco de Moçambique (BM) irá efectuar, ainda este mês, a colocação de Bilhetes do Tesouro (BT) em leilão do tipo “B”, dirigido às instituições financeiras não monetárias.

MAPUTO- Designadamente sociedades financeiras de corretagem, sociedades corretoras, sociedades gestoras de fundos de pensões, sociedades gestoras de fundos de investimento e empresas seguradoras.

Em comunicado de imprensa, o BM justifica a decisão com o cumprimento no disposto na alínea b) do número 3 do artigo 5 do Aviso n.º 11/GBM/2017, de 31 de Maio – Regulamento sobre a Emissão e Transacção de Bilhetes do Tesouro.

De referir que o Mercado de Valores Mobiliários (MVM) nacional tem registado um incremento da capitalização bolsista decorrente da dinâmica das obrigações do Tesouro.

“A capitalização bolsista, que constitui o principal indicador do mercado bolsista moçambicano, incrementou, ao transitar de 102.139 milhões de meticais em Dezembro de 2019 para 107.862 milhões de meticais em Junho de 2020, consubstanciando um crescimento em 5,6%, influenciado pela dinâmica das obrigações do Tesouro”, refere o BM no seu mais recente boletim de estabilidade financeira.

Segundo a fonte, este aumento registado na capitalização bolsista também “sinaliza o peso cada vez crescente do Estado no segmento de valores mobiliários”.

“Este cenário incrementa o risco soberano a que estão sujeitos os detentores destes títulos, com particular destaque para os integrantes dos sectores bancário e de seguros, influenciando, de igual modo, o risco sistémico e a estabilidade financeira no geral”, refere o banco central.

Na sua análise, o BM refere estar a registar-se um reduzido volume de transacções nos segmentos das acções e obrigações corporativas, sobretudo no semestre em análise (apenas 3,8% e 2,6%,respectivamente).

“Isto sugere que o mercado de capitais continua a não constituir alternativa para o financiamento corporativo privado, agravado pelo facto de estar com tendência decrescente, desde Junho de 2019, no caso das obrigações corporativas. Este facto é igualmente atestado pelo número de instrumentos cotados por cada segmento do MVM, onde as obrigações corporativas e as acções, têm uma participação relativamente reduzida se comparadas às obrigações do Tesouro”, frisa a fonte.