Consórcio português faz obra sem pilares e nem viga na Piscina Olímpica do Zimpeto

2016-02-22 07:48:29 (UTC+00:00)

Um consórcio português formado pelas empresas Mota Engil e Soares da Costa edificaram a Piscina Olímpica do Zimpeto, sem colocar viga, muito menos pilares. Em menos de 5 anos, ruiu e matou uma pessoa e 8 feridos.

MAPUTO - Trata-se do complexo que alberga a Piscina Olímpica do Zimpeto e alguns espaços de lazer, comummente apelidado de “bloco zero” que no passado fim de semana, quando terminava de acolher uma prova do Campeonato de Natação Verão 2016, a uma ventania, cedeu tendo esmagado viaturas que estavam estacionadas, em seu redor, causando a morte, no local, do treinador dos Tubarões de Maputo e ao mesmo tempo seleccionador nacional de Natação, Frederico dos Santos.

Aos olhos de qualquer cidadão é notório a péssima qualidade das obras, após o desabamento, onde o destaque vai para falta de vigas e pilares que suportam as paredes.

Uma comissão de inquérito foi despachada para o local, formada pelos Ministérios da Saúde; Juventude e Desporto; Obras Públicas e Do Trabalho, Emprego e Segurança Social que tem a missão de, em sete dias, dar a conhecer as reais causas do desabamento.

A par das obras construídas no âmbito dos jogos africanos, também uma estrutura de campo de treinos de basquetebol, no recinto do clube da Maxaquene, também foi abaixo no mês passado.

Uma outra infra-estrutura construída também “às pressas” foi a Vila Olímpica que até antes dos novos proprietários, na sua maioria jovens, estarem ao serviço de pagamento por 25 anos, já aparentavam ter deficiências que provavelmente antes mesmo de terminar com a amortização pode não estar em condições habitáveis. Até lá, um trabalho de revisitar as estruturas será necessária.[CC]