Nacional

"Ele devia estar depositado na Praça dos Heróis" Simango

2018-05-07 12:33:17 (UTC+01:00)

O presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Daviz Simango, defendeu hoje que os restos mortais de Afonso Dhlakama deviam ser depositados na Praça dos Heróis Nacionais, em Maputo.

MAPUTO- "Para mim era importante que os restos mortais fossem depositados na cripta", onde jazem Eduardo Mondlane e o primeiro Presidente moçambicano, Samora Machel, entre outras figuras.

Para Simango, líder do terceiro partido com representação parlamentar, "se existe uma Praça dos Heróis e estão lá depositadas personalidades ligadas a uma linhagem política, a um grupo, a um clã, é preciso mostrar que os moçambicanos querem se reconciliar a si mesmos, abrindo essa janela", com a entrada do líder da oposição.

"Poderia ser muito bom para fortalecer a unidade nacional que tanto andamos a apregoar", sublinhou.

Sem o fazer, "o Governo (da Frelimo) perdeu uma grande oportunidade" de se reconciliar "consigo mesmo" e "de criar condições para que o Estado se reconciliasse com os cidadãos".

"Ele devia estar depositado na Praça dos Heróis e, naturalmente, devíamos ter uma cerimónia mais de Estado que outra coisa", concluiu Daviz Simango, que é também presidente do município da Beira, para onde estão marcadas as cerimónias fúnebres públicas do presidente da Renamo, na quarta-feira.

Uma comitiva governamental juntou-se hoje à família de Dhlakama na cidade para definir se as cerimónias vão decorrer no estádio do Ferroviário da Beira, tal como anunciado pela Renamo e familiares no sábado, ou no largo da estação de caminhos de ferro.

Na quinta-feira, o corpo do ex-guerrilheiro e líder da oposição em Moçambique vai ser sepultado pela família às 14:00 na sua terra natal, Mangunde, 300 quilómetros a sudoeste da Beira, na província de Sofala.

Dhlakama morreu na quinta-feira na Serra da Gorongosa devido a complicações de saúde.