Nacional

Médicos preocupados com ausência do plano de vacinação

2021-03-03 07:58:08 (UTC+00:00)

A Ordem dos Médicos reagiu com preocupação ao facto de haver distribuição das vacinas nas províncias sem a publicação do plano de vacinação.

MAPUTO- O organismo diz que alertou o Ministério da Saúde sobre a relevância da apresentação do plano, pois uma vacinação “não pode ser feita de forma desordenada e sem critérios claros”.

Trata-se de um assunto que está a dominar a atenção dos moçambicanos: dias depois da chegada do primeiro lote das 200 mil vacinas oferecidas pela China, as autoridades de saúde começaram a distribuir as doses pelas províncias, sem um plano de vacinação, um facto que não encaixa na mente da Ordem dos Médicos.

“Sem dúvidas que a distribuição não deveria ocorrer sem um plano de vacinação. Isso é inquestionável; não é possível pensar que a vacinação tenha que ocorrer de forma atabalhoada. É necessário que haja organização”, reagiu Gilberto Manhiça, bastonário da classe dos médicos, que revelou ainda que “não foi por falta de aviso ou aconselhamento que o MISAU agiu dessa maneira”.

“Já tínhamos levantado essa questão nos encontros que temos tido no ministério. Falamos sobre a necessidade de termos um plano muito claro sobre esta vacinação e, na altura, o MISAU prometeu que assim seria feito”, avançou o bastonário.

“Tivemos informação que a vacina iria chegar ao país com mais de um mês de antecedência. Nessa mesma altura, colocámos em cima da mesa a questão do plano, mas até hoje nada foi apresentado e isso nos preocupa”, acrescentou Manhiça.

Mesmo sem um plano de vacinação apresentado, a ordem tem seu posicionamento sobre como deve acontecer o processo.

“Acho que os primeiros a vacinar são os que lidam com os pacientes que contraíram a doença. Faz também todo o sentido que os profissionais que fazem o rastreio estejam na dianteira da vacinação. Sem me esquecer dos que têm idades mais avançadas, que estejam disponíveis para prestar o seu conhecimento, também devem estar neste primeiro lote dos que serão vacinados”, defendeu.






Fonte:Jornal O País