Nacional

MRM incapaz de evitar invasão às suas concessões

2020-02-28 04:43:47 (UTC+00:00)

A Montepuez Ruby Mining (MRM), concessionária de 38 mil hectares para a exploração de pedras preciosas, particularmente no distrito de Montepuez, diz-se incapaz e desprovida de força para fazer face à acção dos garimpeiros ilegais.

MAPUTO- Uma nota desta entidade, que é emitida dias depois de pelo menos 10 garimpeiros ilegais terem perdido a vida, quando exerciam actividade illegal e sem observância de qualquer medida de segurança, pede às autoridades moçambicanas para alguma coisa fazerem no sentido de reverter a situação, evitando, deste modo, mais mortes e perdas de receitas por parte da MRM e do Estado.

“A MRM continuará a fazer campanhas para aumentar a consciencialização entre as comunidades locais, mas as acções perpetradas pelos mineradores ilegais ultrapassam as nossas capacidades, daí que pedimos o apoio do Governo para a resolução deste problema, que tem causado enormes prejuízos à companhia”, pediu o director-geral da MRM, Harald Hälbich.

No centro das invasões, segundo a MRM, estão sindicatos de comércio illegal de rubis moçambicanos que, com alguma facilidade, aliciam as populações pobres para estas invadirem as concessões da firma.

“Os mineiros ilegais são normalmente controlados e geridos por sindicatos e intermediários que tiram vantagem da pobreza e do desemprego. As investigações da MRM descobriram que os mineradores ilegais são tipicamente recrutados por líderes sindicalizados ou intermediários bem financiados, que atraem os seus recrutas com promessas de fortunas de mineração de rubi”, denunciou Halbich.

Há uma semana, grupos de garimpeiros ilegais emboscaram uma viatura pertencente à mineradora, ferindo com gravidade três funcionários da mina e, ligeiramente, um agente de segurança privada da companhia. Para além de ferir os ocupantes da viatura, o grupo dos ilegais incendiou o veículo, que ficou totalmente destruído pelo fogo.

A MRM é detida pela britânica Gemfields e, localmente, conta com a participação minoritária da moçambicana Mwiriti Limitada (25 por cento).