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Nyusi e Dhlakama alcançam consensos por telefone (Vídio)

2016-06-17 12:04:30 (UTC+01:00)

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, disse hoje que alcançou, por telefone, consensos com o chefe de Estado, Filipe Nyusi, sobre a paz, mas fez depender o fim dos confrontos armados de garantias de segurança.

MAPUTO- "A pedido do Presidente (Filipe) Nyusi, conversámos antes de ontem (quarta-feira) e ontem (quinta-feira), acerca do conflito político-militar que assola o nosso país, nós os dois chegamos a entendimento, que tínhamos que arranjar a solução como moçambicanos", afirmou Dhlakama, numa audioconferência com jornalistas.

Falando a partir de Gorongosa, província de Sofala, centro do país, onde se encontra refugiado desde finais do ano passado, o líder da Renamo confirmou que o Presidente da República aceitou a participação de mediadores internacionais nas negociações entre o principal partido de oposição e o Governo para o fim do conflito militar no país.

"Como sabem, havia problemas por parte do Governo, que não queria ouvir falar da mediação internacional e a Renamo insistia, com base na experiencia que nós temos do passado, é um dos pontos que pude discutir com ele e o fiz entender que era necessário que houvesse mesmo mediação internacional, da União Europeia, Africa do Sul e Igreja Católica, ele acabou de me dizer que sim", acrescentou o líder da oposição.

Segundo Dhlakama, o chefe de Estado também concordou que o encontro entre os dois líderes só será realizado depois de as equipas da Renamo e do Governo chegarem a entendimento formal em relação às questões que estão a ser objecto de negociação.

"Quando tudo for cozinhado, já podemos apadrinhar e abraçarmo-nos, para evitar decepcionar o povo de Moçambique e a própria comunidade internacional", frisou o líder da Renamo.

Questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de um cessar-fogo imediato, Afonso Dhlakama considerou complicado tal cenário, defendendo a necessidade de garantias de segurança.