Nacional

PR lamenta morte do nacionalista Simão Ncucha

2020-05-22 12:04:39 (UTC+01:00)

O Presidente da República, Filipe Nyusi, emitiu hoje uma mensagem através da qual expressa profundo sentimento de dor, pesar e consternação pela morte, ontem, de Simão Ncucha, um dos precursores da consciência nacionalista moçambicana.

MAPUTO- Nyusi afirma na mensagem que desde os primórdios da sua juventude, Simão Ncuchamanifestou inconformismo pela presença colonial no nosso país, reclamando que o destino de Moçambique deveria estar nas mãos dos próprios moçambicanos.

Entre várias acções em busca da liberdade realizadas pelo veterano Simão Ncucha, destaca-se o facto de, em 1960, antes do massacre de Mueda, na companhia de Modesta Neva, Lázima Ndalamo, Simone Sambumba, Mariana Ntumiwetu, Cosme Tetekou e Fundi, ter-se dirigido à sede do posto administrativo de Mueda, para falarem com o chefe, com o objectivo de exigir a independência de Moçambique.

“Esse acto de coragem, bravura e determinação carregado de nacionalismo, foi interpretado como uma afronta à ordem e status quo estabelecido pelo regime colonial e fascista, tendo culminado com a sua prisão imediata, em Mueda”, explica a missiva.

O documento aponta que as autoridades coloniais achavam que a penitenciária de Mueda não era segura daí que os sete jovens tenham sido encaminhados a Porto-Amélia, hoje cidade de Pemba, onde permaneceram meses e, mais tarde, após o massacre de Mueda, que ocorreu a 16 de Junho de 1960, transferidos para a prisão da Ilha do Ibo. De seguida, foram transferidos para a prisão de máxima segurança da Machava, em Lourenço Marques, actual Maputo.

E porque as autoridades coloniais consideravam que havia necessidade de agravar a punição daqueles sete precursores do nacionalismo, foram transferidos para a então prisão localizada na Ilha da Xefina.

Após o 25 de Abril de 1974, e depois com a independência nacional, é que o compatriota Simão Ncucha voltou a desfrutar do ar da liberdade, com sentido de missão cumprida.

Neste dia sombrio, no lugar de chorarmos a morte de um dos melhores filhos desta pátria, quero, por este meio, convidar a família e a todos os moçambicanos, para celebrarmos os feitos deste homem que em vida escreveu a história do nosso país com letras douradas.

Por isso, fazemos votos para que a alma do veterano Simão Ncucha descanse em paz, reiterando que vamos preservar e dar o melhor seguimento às causas pelas quais sempre lutou. À família enlutada, endereçamos as nossas mais sentidas condolências!, refere o Presidente da República.