Opinião

A fé é individual mas a miopia pode ser propositadamente colectiva e "assassinar" a cultura

O ruído entre a Fé e as Religiões

Quando uma mulher é submetida a um discurso de credulidade, onde alguém empreende esforço para fazê-la acreditar que ela é mulher, esta fica perplexa porque já se sente mulher sem que alguém a diga. Sucede que a pessoa que a tenta convencer, a todo custo, tem interesse em que tal mulher passe a sentir-se mulher de uma maneira colectiva ou padronizada. Esse interesse não pode ter resultado benéfico colectivo senão individual (de quem a tenta convencer). Ora, a Fé é individual e jamais deve ser objecto de discussão. Se ela é individual significa que qualquer ensinamento inerente a ela (fé) não deve conduzir quem quer seja a tê-la ou senti-la no formato padrão. Dito de outra forma eu, em particular, não preciso crer em Deus porque eu o sinto, o tenho. Não preciso crer que sou homem porque sinto, tenho isso comigo. Submeter-me a possibilidade de eu ter que crer no meu género é, também, admitir possibilidade de eu não crer no meu género. A incompreensão sobre este aspecto pari contendas em cadeia entre aqueles que se propõem a falar toda palavra que se queira "sagrada". É aqui onde nasce o conflito antagônico entre os que buscam Deus. Cada um discute a Fé observando seu estatuto axiológico, ou seja, uma Fé alicerçada ao conjunto de valores implantados ao longo de um processo (tenra idade a fase adulta). Dito de outra forma, o Alcorão não pode ser a luz que se acende para discutir budismo ou cristianismo. A Bíblia vice-versa. Abram-se, aqui, parênteses para explicar que a religião não é e nunca foi objecto de criação divina porém é nela que a propalada “Fé” se manifesta de acordo com o religioso. Tal como Cristo que nunca foi cristão em sua vida, Ismail também nunca foi islâmico, etc. É por isso que elas (as religiões) estão maioritariamente imbuídas de leis humanas. Foi o Homem quem os atribuiu tal estatuto axiológico, aliás, o hinduísmo, budismo, embora não monoteístas, são muito anteriores ao cristianismo e islamismo.

É incrível que o budismo (religião politeísta), por exemplo, que é muito anterior ao cristianismo, não vede espaço para que seus fieis professem o cristianismo entretanto é das mais criticadas pelo próprio cristianismo. Em rigor de observação, fica claro, aqui, quem tem veia de não inclusão mas isto não anula o espírito “discriminatório racial” do budismo. Esta nota introdutória não se refere somente a Fé cristã. Refere-se a Fé na dimensão mais holística.

A Fé cristã no Mundo, em África e a interpretação dos propósitos do actual “evangelho”

Cresci no ambiente cristão, embora me tenha interessado em compreender o que é apregoado por outras religiões, como forma de ampliar o meu capital cultural. Para uns, foi motivo de vedação mental para não pensar sequer em outra religião ou crer em outra coisa. Para mim, foi uma ferramenta que me colocou em condições de discutir e analisar discursos e acções do cristianismo em analogia com as outras religiões. Para eu saber, por exemplo, que Damasco, lugar turbulento de acordo com a Bíblia e com a realidade pragmática, é Síria precisei estudar Geografia. Aliás, a própria Bíblia traz o mapa (recurso geográfico). Para compreender sinuosidades sobre Religião, Fé e Deus, precisei estudar, e não ler somente, História e as Sagradas Escrituras. Não é justo que, quando convém, a classe sacerdotal diga que não nos devemos ater a outras obras porque são apócrifas e diabólicas. Isto lembra-me a era escolástica, a idade média, a época medieval, o período teocêntrico em que a escuridão era o prato forte. O proletário não devia ter acesso integral à verdade. Nessa altura, onde predominava a oralidade, a Bíblia já era escamoteada. A veracidade sobre suas versões já tinha sido posta em causa mesmo antes de Gutemberg proceder à primeira impressão em moldes industriais por volta dos anos 1400. Este facto conduz-nos ao questionamento sobre as várias intervenções nela sofridas de lá até esta parte. Leva-nos, uma vez mais, à reflexão sobre o sentido das traduções e versões bíblicas. A verdadeira herança da inquisição. Mas isto não torna os protestantes imunes à crítica entretanto é uma discussão cuja verdade é a mais invisível. Deixemos para outro Fórum.

Cada Religião tem suas limitações, algumas mais que as outras. No budismo, por exemplo, religião muito anterior ao cristianismo, a figura do médico tradicional (o que os colonos pejorativamente catalogaram por curandeiro ou charlatão) é inserida dentro do templo para que este passe a agir de acordo com as normas por eles instituídas. O mesmo sucede com o islamismo que é posterior ao cristianismo. Este indivíduo, com poderes ou saberes sobrenaturais, passa a servir e agir em prol da comunidade. Contrariamente, no Cristianismo, a figura do médico tradicional é atirada à margem. Depois de ser rotulado como malignamente possuído, na casa onde supostamente deveria ser acolhido para servir ou agir em prol da comunidade, é justificável que não tenha opção senão se associar ao tecido que se opõe às práticas do bem (feiticeiro).

A África abençoada pela “santa trindade africana” que ninguém prega no evangelho

Na Fé cristã prega-se universalmente que a mensagem bíblica chegou às nações africanas vinda de fora de África. Para uns é um dado adquirido, para outros é um equívoco grosseiro. É bíblico que Moisés, o primeiro homem na Terra que foi inspirado por Deus no monte Sinai para escrever os primeiros 5 livros das sagradas escrituras, de Génese à Deuteronómio (o Pentateuco), embora com descendência asiática, nasceu em África no Egipto. É justo que o consideremos africano tal como nasceu em África Simão Cireneu, o homem que ajudou Jesus Cristo a carregar a torre (cruz) do local do julgamento até ao Gólgota onde fora crucificado segundo a Bíblia. Isto pressupõem que foi a partir de África (o berço da humanidade) que nasceu a mensagem de Deus de acordo com a Fé cristã. Está escrito em “Ngoma Yethu” de Chiziane (2015) “que foi a partir de África que foram escritos, no Êxodo, os 10 mandamentos. Os mandamentos que inspiraram as leis mães das repúblicas de quase todas as nações do mundo (as Constituições das Repúblicas)”. São dados profundos que levam qualquer não incauto à reflexão. É um facto que Deus trouxe Cristo e o Homem trouxe Cristianismo e mais religiões sem descurar as anteriores. Curiosamente, a mensagem de DEUS é disseminada em África como se tivesse nascido fora dela quando é muito mais antiga que a colonização. No livro Estatuto e Axiologia da Edução, Ngoenha (2000) questiona o estatuto de evangelização dos missionários que, vindo no mesmo barco que transportava os colonos, propunham-se a evangelizar sem afectar as culturas locais e estes socorreram-se do uso das linguais locais como exemplo de manter tais culturas intactas entretanto Ngoenha pergunta como será possível um Tsonga assumir valores dessa proposta de evangelho sem colidir com suas práticas à partida contrárias ao que os missionários propõem? Isto prova como os “fiéis” passaram a ver DEUS com olhos literalmente ocidentais, matando sua cultura de outrora. Próprio Moisés libertou o povo da escravatura através de práticas mágicas (Êxodo 7-11).

Há uma espécie de “santa trindade africana” (Moisés, Simão Cireneu e Agar) na Bíblia que quase nunca é pregada mas para bom entendedor há razão óbvia para tal. Só DEUS sabe por que tinha que ser Agar, mulher africana e escrava no Egito, a dar a luz o Ismael, primogênito de Abrão (gênese 25-12). É este filho de Abrão que veio a ser considerado o pai da nação Árabe que veio a dar o surgimento do Islão que segue o cristianismo enquanto religião. Escrevo isto porque o passado não deve ser descurado na compreensão do presente. Ensinam-nos as sagradas escrituras em Romanos (10:17) que é de ouvir a palavra vezes sem conta que se multiplica a Fé mas essa palavra deve ser contextualizada historicamente. Quando o Império Romano decidiu apropriar-se da Igreja, depois de ter perseguido e morto muitos crentes, apóstolos e profetas, quando João escrevia o livro de Apocalipse, passou a existir um Evangelho, diga-se estranho, com propósitos contrários ao divinal. O Evangelho de Cristo (Deus filho) e do Império Romano (cristianismo - leis do Homem resultantes da deturpação da verdadeira mensagem de Deus com fins não divinos - meramente políticos). Foi a igreja do Império Romano (não a de Cristo) que toma a decisão de colonizar povos africanos. Isso leva-nos de volta ao questionamento feito por Ngoenha (2000) quando os missionários chegaram a África no mesmo barco dos que vinham oprimir. Um contrassenso. O central objectivo era de assumir o total controle dos povos através da eliminação da Cultura e História de tais povos. Justifica-se, entretanto, por que os missionários abraçaram projectos de Educação e Cultura em África e Moçambique em particular.

As práticas costumeiras passaram, na maioria, a serem reduzidas ao Diabo. Isso equivale a dizer que somente o Ocidente têm direito a cultura própria. Somente o Ocidente tem direito de ter sua sabedoria (Medicina convencional) e África não pode ter a sua sabedoria (Medicina tradicional ou verde) mesmo sabendo que todo medicamento é oriundo das plantas. Equivale a dizer que aquelas matriarcas que durante anos e anos, nas aldeias, curaram bebés epilépticos e asmáticos na base de ervas que hoje estão a ler esta mensagem pertencem ou devem ser relegadas ao Diabo. É incrível que quem assume esse novo “valor” de reduzir as anciãs ao diabo é o próprio filho curado pela anciã. É este que, tendo ganho saúde por conta do esforço da matriarca anciã, hoje segura numa Bíblia para pregar cultos de reprodução de equívocos contra sua cultura, por ter assumido o novo estatuto axiológico ocidental.

Com o forçoso propósito de vedar a possibilidade de existência de profetas africanos, foi a inquisição da Igreja católica que perseguiu até a morte o profeta africano Simon Kimbangu. Um homem ungido por Deus que, estando dentro da Igreja, ressuscitou mortos e curou enfermos. Por que a Inquisição Católica teria interesse em vedar os profetas africanos? Uma reflexão profunda precisa-se. É preciso graça celestial, de facto, para interpretar o Espírito da PALAVRA de DEUS. Essa graça ajuda também o fiel a perceber que algumas práticas da Igreja estão desalinhadas do foco de Deus e isso é possível notar na analogia que se faz entre os objectivo do Evangelho de Cristo e a estrutura da Igreja hoje no geral sobretudo a moçambicana. A estrutura de quase todas igrejas em Moçambique aponta para uma igreja alicerçada na filosofia da igreja ocidental porque todas têm sua gênese no Ocidente. Alguns exemplos das protestantes mais conhecidas. NAZARENO: nasceu nos Estados Unidos de América (EUA); ASSEMBLEIA DE DEUS (EUA); ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA (EUA); ZIONE (EUA); VELHOS APÓSTOLOS (Alemanha); IURD (Brasil), PRESBITERIANA (INGLATERRA e ESCÓCIA). Entretanto a igrejas com registo de base feito em Moçambique são resultado da cisão destas em alusão. A filosofia adjacente ao seu funcionamento é quase igual.

Dito isto, depreende-se que as próprias liderança das igrejas foram formatadas a pensarem como pensam hoje. O dogmatismo nocivo. Por isso há promiscuidade na disseminação da palavra de Deus, ao invés de contextualizar que práticas culturais precisam ser abandonadas pela sua nocividade e mostrando quais são os tais malefícios, os pregadores, por limitações baseadas na formatação racional, limitam-se a repetir chavão agudizando a inquietação do crente por isso este de dia vive no templo, de noite no feiticeiro. A questão da cegueira anda de braços dados com a ignorância e é essa ignorância que o Ocidente procura impor à África através da formatação racional, camuflada em mensagem de DEUS. Em Lucas (6:37-43) JESUS diz que "um cego não pode conduzir outro cego porque cairão ambos na cova". É preciso graça e muito discernimento para pregar a palavra. O risco de pregar heresias é tão grande quanto ao risco de não aceitar críticas na forma como a Palavra tem sido veiculada. Se Cristo chama-nos a conhecer a verdade para que a verdade nos liberte, então não há homem livre enquanto o Espírito estiver preso.

A Igreja, a Perda do Foco e o Esfriamento Espiritual

É injusto negar que a igreja não tenha um papel benéfico para o meio social. Entre os impactos das suas formas de pensar e de agir, estão coisas boas e más. As boas residem no facto de haver almas que migram de práticas más para se dedicarem às boas. Drogados à beira da cova já foram resgatados, casamentos e famílias à beira da destruição já foram recuperados, pessoas à beira do suicídio já foram travadas e devolvidas ao convívio familiar pela igreja. É justo reconhecer tão gigante papel prestado pela igreja todavia há que observar os malefícios que grassam esta instituição que se queira sagrada. Em primeira análise, o abandono da Cultura dos povos africanos. Esta tem consequências nefastas e uma delas é o subdesenvolvimento do próprio povo africano que é propiciado pela condição de tais povos não saberem quem são? de onde vem? para onde vão? E ao invés da Igreja produzir crentes com entendimento, produz fanáticos que lutam contra si mesmo. Isso conduz a igreja a andar fora dos seus propósitos. O saldo negativo é o ESFRIAMENTO ESPIRITUAL, que leva ao abandono das almas mais fracas por falta de assessoria da própria igreja. É bem verdade que a igreja produz mais fariseus hoje que outrora. Produz mais adúlteros hoje que outrora. Produz mais invejosos hoje que outrora. Os ministros da PALAVRA limitam-se no modelo do sermão e são autoritários e intransigentes, não dão ouvido a quem tenha domínio de outros conteúdos que podem ser úteis para aprimorar o estágio ou condição do crente mais desfavorecido na igreja. Os líderes, por serem autoridade espiritual na igreja, são tratados como se fossem imunes ao erro e crítica. Ninguém está disposto a fazer observações porque logo será tido como "reguila" ou mal-educado e perde-se a oportunidade de melhorar a forma má como a igreja tem estado.

O foco da igreja desviou-se. Da pregação de amor passou para uma pregação focada ao empreendedorismo. Usurpou as funções das escolas e centros de formação. Se no tempo em que o dízimo fora instituído, de acordo com a Bíblia, em que os fieis davam dízimo em produtos, mesmo já existindo dinheiro, o que leva os templos hoje a vedarem a opção de dízimo em produto e exigirem somente em dinheiro? O que leva os fieis a amealharem dinheiro para comprarem carro e outros bens e oferecerem a quem menos precisa (pastor), diante de um crente identificado muito necessitado (paraplégico)? Que tipo de crente está a fabricar a igreja ao permitir que tais atitudes comportamentais prevaleçam?

A pregação herdada pela igreja tem um carácter intimidativo cuja figura do diabo é a mais exaltada que a de Deus. Se houver uma espécie de "Decreto" que confirme que o diabo foi caçado e morto, a igreja ficará deserta. Isso prova que quase nenhum fiel vai a igreja por causa de Deus senão por medo do diabo agir em sua vida. Esta percepção é implantada pelo modelo e conteúdo de pregação também herdada pelos pregadores locais.

Há uma falsa percepção de um suposto poder que lhe é conferido por ser próximo e conviver com o pastor. Esta percepção de Fé baseada naquele que tem mais DEUS por andar ao lado do pastor é que mais reproduz o Espírito de farisaísmo dentro dos templos. Leva muitos a perderem o foco, a lutarem entre si desnecessariamente, chegando a cometerem atrocidades na própria igreja entre supostamente irmãos por se julgarem imunes ao pecado. Os que são queridos pelas lideranças são perdoados porém os não queridos expulsos ao invés de somente serem "descomungados" e, nestes casos, as lideranças esquecem-se dos seus ensinamentos sobre o perdão. Isso leva a concluir que, em situações destas, as igrejas não funcionam de acordo com a vontade celestial. Funcionam de acordo com a vontade do líder. O crente oprimido é quem precisa de ajuda espiritual, precisa que a sua confissão em sessões de aconselhamento seja um sigilo porém o que ele partilha tem sido objecto de fofocas e, nalguns casos, o assunto central na pregação. A igreja de hoje precisa se reinventar de modo a recuperar o estatuto sagrado.

Conclusão

A tolerância para com outras formas de Fê é o maior sinal de Amor e Paz no coração. Está escrito que Cristo sentou-se na mesma mesa, comeu e bebeu com os Fariseus e foi daí que teve a oportunidade de sugerir o líder dos Fariseus (Nicodemos) que ele devia nascer de novo para que pudesse entrar no reino dos seus. Quem é o pastor para não manifestar igual humildade hoje diante daquele que ele julga ser mundano? É grave.

Jô foi tido como único homem justo na Terra entretanto questionou Deus quando foi acometido por uma série de infortúnios que se abateram sobre sua vida, no âmbito da provação que o diabo fez com conivência divina. Porque qualquer dúvida é sempre metódica, Jô questionou Deus e Deus não se furtou de respondê-lo (Jô 31-38). Quem é o pastor para não ser questionado por um fiel? É grave.

Há dois tipos de EVANGELHO e um deles é o estranho: (i) o dos que querem oprimir, escravizar, colonizar e tornar cativa a alma com finalidades não benéficas e (ii) o dos que querem respeitar os 10 mandamentos e libertar almas do cativeiro no verdadeiro sentido da letra por isso DEUS usou o médico Lucas para escrever na sua carta (13) que no dia do Juízo final, entre os "pregadores e obreiros", há aqueles cuja salvação e Reino dos Céus lhes será negada, ainda que tenham expulso demônios e salvo almas.

A verdadeira oração, vigília, pregação, culto, acção obreira, antes de ser colectiva deve ser individual. O indivíduo deve fazer um solene conselho consigo mesmo para estar em condições de fazer com os outros. O indivíduo deve partir para uma acção com entendimento sobre o que está a fazer e não por imitação. O hábito de fazer por imitação leva pessoas até os dias de hoje a darem flores aos mortos sem nunca os terem dados em vida. Lembre-se que em muitas fés é pecado dizer amém àquilo que você não entende e não concorda.

A terminar, não se é apóstolo ou grande pregador por escolha própria. Púlpito não é campo para desfilar e exibir vaidade. Se ontem era possível encontrar um pregador focado a razão que o trouxe a Terra, hoje é possível encontrar muitos pregadores que brilham mais do que o próprio Evangelho. Púlpito é lugar que somente os escolhidos por atribuições divina devem lá estar. É algo que nos é dado de forma nata. Isto pressupõem que as pessoas com saberes sobrenaturais não deviam ser colocadas à margem. Deviam merecer especial carinho nos templos porque detém saberes e dons de ordem espiritual, algo que somente os escolhidos estão preparados para decifrarem ao mais alto nível.

Circle Langa

Circle Langa

Comunicólogo/Designer e Pesquisador