Opinião

Assassinato de carácter...

...assassina o próprio "assassino"

Para que não haja problemas de “fuso horário” na compreensão deste artigo de opinião, Assassinato de Carácter é, na mais elementar definição, calúnia; difamação; linchamento e/ou julgamento público e populista de alguém contra outro alguém. O Assassino de Carácter é comummente uma figura pública, da Televisão; Rádio; Jornal. É Blogger; “Líder de Opinião”; alguém com capital social ou arrastador de discípulos maioritariamente ignorantes ou leigos em muitas matérias. O assassino de Carácter amiúde não diz o que julga justo. Diz o que convém em função do ganho que advirá desse dito. O que seus seguidores nunca sabem é que ele age por encomenda. É uma espécie de mercenário. Em alguns casos, manipula seu discurso de modo a distrair mentes que tem tudo para serem brilhantes. Em outros casos distrai os incautos e, por via disso, os atrofia. O assassino de Carácter raramente discute o âmago do problema. Discute a periferia do assunto (pessoas) que é o que atiça a cobiça de seus seguidores que o vangloriam ao ponto de o colocarem no trono do conhecimento e sonharem com o dia que serão como ele. Algo que se manifesta pelo modo patológico como “debatem” assuntos (ataques pessoais e discussão ao nível periférico e vil, tipicamente da escola “tudóloga”). Para esquivar-se do contributo para a soluções dos “problemas” que ele julga levantar, como membro da Nação, justifica-se assumindo-se como somente um “problematizador”. Roça assuntos que desconhece e, como o desvio padrão de seus seguidores é ignorante, ninguém o contradiz e assume essa ausência de contradição ou silêncio daqueles que não perdem tempo em discutir asneiras e idiotices como símbolo de concordância perene. São os seus seguidores que o atribuem certificado de ESPECIALISTA EM TODOS ASSUNTOS. Por aclamação, passam a considera-lo “tudólogo”.

Em 2015, Stela da Graça Magalhães Pinto foi vitima de Assassinato de Carácter, quando foi nomeada Governadora de Gaza, função que exerce até hoje. Sua vida privada foi trazida à ribalta sem no entanto haver nexo de casualidade. Quem o fez tinha intenção de desacredita-la. Foi uma clara exibição de ódio visceral. Uma atitude vil, sórdida e desprezível. Em Abril do corrente ano, após ter sido nomeada directora provincial de Terra e Meio Ambiente, em Gaza, Júlia Nwito foi vitima de Assassinato de Carácter. À semelhança de Stela, Júlia viu sua vida privada invadida. No mesmo ano, quando nomeada para o cargo de Ministra de Recursos Minerais e Energia, Letícia Klemens também foi a “hasta pública” para sofrer Assassinato de Carácter. Seu Curriculum Vitae tornou-se mais conhecido que ela. António Matonse foi recentemente nomeado PCA da Sociedade de NOTÍCIAS, motivo que o levou também a ser vítima de Assassinato de Carácter. A par dessa nomeação, circula nas redes sociais, e é tema na esfera pública, um EDITAL do Tribunal Administrativo datado de Fevereiro, referindo-se a ele.

Anunciar publicamente que correm Éditos citando alguém, é diferente de anunciar que a pessoa está sendo acusada de um crime e irá responder em juízo por isso. Não há razões para acrescentar elementos ao Edital a menos que a intenção seja de forçar implantação de um problema. A lógica seria a de provar com a partilha de um acórdão (sentenciado a seu desfavor) ou outro elemento que justifique que este caso continua mal parado. Tendo em conta que de Fevereiro até esta parte houve muito tempo para tal e não se discutiu o assunto, incontestavelmente, a intenção é de Assassinar Carácter e quem empreende esforço para assassinar carácter, paulatinamente, assassina-se a si mesmo. Todas suas artimanhas visando o Assassinato de Carácter constituem tocas e arapucas a si mesmo. Não tarda para dar um tiro não no próprio pé mas no “próprio peito”.

P.S. A ignorância mais maléfica e extremamente nociva para a humanidade não é a que acomete o pacato cidadão, é a que acomete quem enganosamente julga que sabe.

Circle Langa

Circle Langa

Comunicólogo/Designer e Pesquisador