Opinião

Seis meses depois o mel começa a transbordar

Passados seis meses de governação, várias ilações podem ser feitas da actual governação do Presidente Nyusi.

Não se pretende neste descorrer, fazer um pequeno balanço de governação, mas trazer alguns elementos que merecem uma análise superficial, com vista a lançar um olhar para o alcance das metas propostas por este Governo no seu programa Quinhenal.

Verdade seja dita, o Programa é extremamente ambicioso e requer uma entrega abnegada de todos vectores. Recorde-se que o presente Programa do Governo tem como enfoque central o aumento do emprego, da produtividade e competitividade para a melhoria das condições de vida dos moçambicanos, no campo e na cidade, em ambiente de paz, harmonia e tranquilidade, consolidando a democracia e a governação participativa e inclusiva.

Ora, seria prematuro fazer uma análise exaustiva desses elementos, associado aos principais pilares de governação que assentam na Consolidação da Unidade Nacional, da Paz e da Soberania; do Desenvolvimento do Capital Humano e Social; da Promoção do Emprego, Produtividade e Competitividade; do Desenvolvimento de Infra-estruturas Económicas e Sociais; e do Asseguramento da Gestão Sustentável e transparente dos Recursos Naturais e do Ambiente. Mas dado que, o presente Programa do Governo assenta em Prioridades materializáveis a médio e longo Prazos, através de medidas e acções de políticas anuais tangíveis e mensuráveis, alguns elementos merecem uma breve análise, por exemplo em termos de paz, não há dúvidas que esforços tem vindo a ser envidados na busca da tão almejada paz efectiva, por parte do Presidente Nyusi, mas infelizmente esses esforços não são redobrados da outra parte, mesmo depois da sua eleição, Nyusi manteve encontros com o líder da renamo, com vista a por fim a situação de instabilidade a que o país se encontrava. Infelizmente, após estes encontros continuamos a assistir uma remano extremamente exigente e belicista, agarrada ao seu principal instrumento de retaliação, as armas. Uma renamo que não pretende desarmar os seus homens, muito menos ilucida-los sobre o fundo de Paz e Reconciliação Nacional, criado essencialmete para financiar projectos económicos e sociais dos combatentes de luta de libertação nacional e desmobilizados de guerra do governo e do seu partido, de modo que os mesmo tenham uma vida condigna. Portanto, sobre a PAZ, exige um esforço redobrado, mas a renamo deve parar de fazer ameaças, ataques e negociações fora do que a Constituição da República impõe. Os resultados desses seis meses de governação de Nyusi são visíveis, sem pretender hierarquizar os resultado palpáveis dos pelouros, mas convenhamos que a Educação e Saúde, tem vindo a dar sinais encorajadores, sobretudo pela garra dos respectivos ministros de tutela.

Todos assistimos a grande mobilização que o ministro da Educação fez na aquisição de novas carteiras para as escolas primárias, bem como a auscultação dos vários intervenientes do sitema de educação, com vista a solucionar tantas outras anomalias que apoquentam o sector. O apetrechamento das unidades sanitárias levadas a cabo pela ministra do pelouro, bem como as inovações no controlo e distribuição dos medicamentos. Estes são apenas pequenos, repito, pequenos exemplos do grande trabalho levado a cabo pela máquina liderada por Nyusi.

Mérito ao Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, pelo trabalho que tem vindo a desenvolver, sobretudo pelas mudanças efectuadas nas instituições públicas por si até então visitadas. Os outros sectores precisam acelerar o passo, precisam correr ao ritmo de Nyusi na busca de soluções urgentes. O caminho é longo e sinuoso, mas o transbordar do mel, constitui uma esperança renovada de um futuro rizonho.

Eurico Nelson Mavie

Eurico Nelson Mavie

É natural de Maputo e formado em Administração Pública pelo Instituto Superior de Relações Internacionais e Diplomacia. Nesta instituição presidiu a Associação dos Estudantes e foi colaborador do Conselho Nacional da Juventude (CNJ). Após conclusão do curso, foi convidado a trabalhar na New Vision (Centro de Formação Profissional) como Director Pedagógico. Na mesma altura foi encarregue de chefiar a equipa responsável pela codificação do Acervo Documental da Unidade Técnica da Reforma do Sector Público. Actualmente é pesquisador e analista político.